Polícia apreende menor suspeito de planejar ataques contra a própria família e escolas

Ação da Polícia Civil interrompeu suposto plano que citava o dia 11 de setembro para os ataques; materiais e celulares foram apreendidos.

Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil apreendeu um adolescente de 15 anos, em Andradina (SP), sob a suspeita de arquitetar ataques violentos contra a própria família e também escolas do município. A intervenção das equipes policiais ocorreu no sábado (5), antes que qualquer ato fosse executado.

As investigações apontam que o jovem vinha reunindo elementos para a preparação de ações violentas. Apurações preliminares indicam que, inicialmente, os alvos seriam os próprios pais do garoto. Na sequência, o planejamento teria se expandido para possíveis investidas contra alunos de escolas locais.

Entre os documentos e dados analisados até o momento, consta a menção ao dia 11 de setembro de 2026 como a data pretendida para a ação. O dia marca o aniversário de 25 anos dos atentados terroristas de 2001 nos Estados Unidos, maior ataque do gênero na história recente.

A polícia enfatiza que a informação ainda passa por checagem técnica para determinar se a ameaça era concreta ou se tratava apenas de uma intenção.

Materiais apreendidos e contatos internacionais

Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam diversos equipamentos e materiais na residência do menor. Os objetos foram encaminhados à perícia para ajudar a esclarecer a estrutura do suposto plano, a finalidade de cada item e o eventual envolvimento de terceiros.

A polícia investiga ainda se o jovem mantinha contato com pessoas no exterior. Uma das frentes da apuração busca mapear conexões com pessoas no Chile. Por enquanto, a Polícia Civil reforça que não há elementos que confirmem o vínculo do menor com grupos terroristas ou organizações criminosas.

Atuação preventiva

A apreensão ocorreu em caráter preventivo, para neutralizar qualquer risco à população. Os peritos concentram os trabalhos na análise do conteúdo de celulares, computadores, redes sociais e aplicativos de mensagem.

O caso segue sob segredo de justiça, assimo como a identidade do adolescente é mantida em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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