Polícia estoura esquema de caça ilegal com cães, GPS e armas clandestinas

Grupo usava rádios, coleiras com GPS e até boné com câmera para caçar javalis, mas foi surpreendido no meio do canavial e acabou na delegacia.

Foto: Polícia Ambiental

Uma operação do Grupo Especial de Policiamento Ambiental em Áreas de Risco (GEPAAR), pertencente ao 2º Batalhão de Polícia Ambiental, resultou na prisão de dois homens e uma mulher por caça ilegal e porte de armas de fogo sem registro, no município de Valparaíso (SP). A ação ocorreu nesse sábado (8), em uma fazenda no Bairro Tabajara.

A operação foi deflagrada após o recebimento de uma denúncia anônima que apontava a prática recorrente de caça na região, sempre aos sábados, logo nas primeiras horas da manhã.

Segundo as informações, o grupo adotava uma estratégia organizada com uso de “batedores” de motocicleta para checar a presença do policiamento antes do deslocamento dos demais integrantes.

Canavial

Com base nas informações, as equipes ambientais montaram um cerco estratégico perto da propriedade. Durante o monitoramento, os policiais fotografaram dois suspeitos trafegando em motocicletas pela estrada municipal carregando espingardas calibre .12 a tiracolo.

Os indivíduos entraram na área de canavial da fazenda para iniciar a caça de javalis. A guarnição progrediu para o interior da plantação e abordou o primeiro homem, conhecido pelo apelido de “Dominguinho”, que portava uma espingarda municiada.

Cães

Ao perceber a presença policial, o segundo suspeito tentou arremessar seu armamento na vegetação, mas foi flagrado e confessou a tentativa de ocultar a arma. Ele informou ainda que sua esposa aguardava em outro ponto do canavial, dentro de um veículo com quatro cães da raça Americano e Pampeano, esperando o sinal via rádio para soltar os animais.

Apreensões

Na verificação dos equipamentos e documentos, um dos abordados alegou ter licença, mas afirmou que a documentação estava em sua casa. O outro admitiu que seu Certificado de Registro (CR) estava cancelado e que a arma utilizada pertencia ao gerente de uma fazenda. Em consulta aos sistemas oficiais, constatou-se que as duas espingardas calibre .12 não possuíam registro.

Ao todo, foram apreendidos:

  • 02 espingardas calibre .12 (marcas Boito e Landor) e 32 munições CBC;
  • 04 rádios comunicadores Baofeng, 03 coleiras rastreadoras GPS, 01 aparelho GPS e 01 boné com câmera acoplada;
  • 02 motocicletas (uma Honda CG 125 e uma Honda CG 150);
  • Facas, canivete e 04 cães de caça.

Autos de infração

Na esfera administrativa, a Polícia Ambiental lavrou Autos de Infração Ambiental baseados no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), totalizando R$ 1.500,00 em multas (R$ 500,00 para cada autuado).

Os envolvidos e todo o material foram encaminhados à Central de Polícia Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba. A autoridade policial registrou a ocorrência com base nos artigos 14 e 16 do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito.

Após serem ouvidos, os suspeitos foram liberados para responder ao processo em liberdade.

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