Polícia investiga falsificação de remédio para diabetes e apreende 150 caixas de medicamentos controlados

Operação em Birigui mirava distribuição de versões falsas de remédio para diabetes; buscas na residência dos suspeitos revelaram estoque irregular de antibióticos e psicotrópicos.

Polícia Civil encontrou antibióticos e psicotrópicos sem documentação e nota fiscal, na casa dos suspeitos | Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Birigui (SP) cumpriu nesta segunda-feira (25) um mandado de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre a falsificação do medicamento Rybelsus, utilizado no controle glicêmico de pacientes com diabetes tipo 2. A ação foi deflagrada pelo 1º Distrito Policial de Birigui, vinculado ao DEINTER 10 de Araçatuba, após denúncia da própria fabricante do remédio, a Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil.

Os policiais se dirigiram a dois endereços vinculados aos investigados. No endereço comercial, a farmácia investigada foi encontrada fechada e com as atividades encerradas. Já na residência dos suspeitos, identificados pelas iniciais M.R.C. e G.S.C., não foram localizados estoques do medicamento falsificado.

No entanto, a diligência revelou um achado inesperado: um volume considerável de medicamentos controlados armazenados sem qualquer documentação de origem, rastreabilidade, controle sanitário ou nota fiscal.

Diante do risco à saúde pública, os policiais acionaram o Departamento de Vigilância Sanitária de Birigui. Um farmacêutico do município compareceu ao local, constatou as irregularidades e lavrou um auto de infração e um termo de apreensão. Foram apreendidas aproximadamente 150 caixas de medicamentos, entre eles antibióticos e psicotrópicos como Dimorf, Clonazepam, Amoxicilina e Risperidona.

Investigação continua

O inquérito policial, instaurado para apurar a autoria e a materialidade do crime contra a saúde pública, prossegue em andamento. A investigação foi aberta após notícia-crime formulada pela Novo Nordisk, que identificou a circulação de lotes falsificados do Rybelsus supostamente distribuídos pela empresa dos investigados.

O mandado de busca foi expedido pela Vara Regional das Garantias da 2ª Região Administrativa Judiciária de Araçatuba.

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