Polícia Civil fecha bingo ilegal no centro de Araçatuba

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) fechou nesta quarta-feira (12) um bingo que operava de forma irregular em um centro de compras na área central da cidade. Durante a ação, denominada "Operação Cartela Cheia", foram apreendidos R$ 6.500,00 em dinheiro, 66 mesas, 260 cadeiras, 56 computadores, cartelas e bolas de bingo, além de celulares e dispositivos eletrônicos usados para os jogos.

Foto: Divulgação
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A Polícia Civil de Araçatuba (SP) fechou nesta quarta-feira (12) um bingo que operava de forma irregular em um centro de compras na área central da cidade. Durante a ação, denominada “Operação Cartela Cheia”, foram apreendidos R$ 6.500,00 em dinheiro, 66 mesas, 260 cadeiras, 56 computadores, cartelas e bolas de bingo, além de celulares e dispositivos eletrônicos usados para os jogos.

Investigações e irregularidades

Segundo a Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), a empresa responsável pelo bingo teria solicitado alvarás judiciais sob o pretexto de realizar eventos beneficentes, mas na prática operava um bingo profissional, o que é proibido pela legislação vigente.

O local já havia tido seu alvará de funcionamento cassado pela Prefeitura no dia de abertura do bingo, devido à atividade irregular.

Autuações e penalidades

A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura, resultando em múltiplas autuações:

  • Vigilância Sanitária aplicou sete multas por irregularidades;
  • Corpo de Bombeiros lavrou três autos de infração;
  • Prefeitura multou a empresa pela terceira vez.

Os materiais apreendidos foram levados para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), com o uso de várias viaturas para transporte.

Investigação e possíveis crimes

Os responsáveis pelo bingo não estavam presentes no momento da ação, mas quatro pessoas ligadas à empresa foram levadas à delegacia, ouvidas e liberadas após assinarem um termo de compromisso.

O inquérito instaurado na 1ª Vara Criminal de Araçatuba apura possíveis crimes como:

  • Exploração de Jogos de Azar;
  • Associação Criminosa;
  • Falsidade Ideológica;
  • Lavagem de Dinheiro;
  • Possível Organização Criminosa.

Se condenados, os envolvidos podem pegar até 20 anos de prisão.

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