Adelmo Pinho
Adelmo Pinho
Adelmo Pinho escreve a coluna Reflexão no TH+ Araçatuba. É articulista, cronista e membro da Academia de Letras de Penápolis e da Academia Araçatubense de Letras. Foi Procurador do Estado de São Paulo e está como Promotor de Justiça desde 1995.

Humano

A poesia de Adelmo Pinho reflete sobre a tragédia humanas e os valores morais, religiosos, sociais e políticos.

Imagem Ilustrativa gerada por IA

Vão-se reis, santos, togados, borboletas e pescados. Ficam restos, mazelas e narrativas, em meio à tanta
“cabeça erguida”.

Égide da aristocracia; pra maioria, estômago chia; no extremo da miséria, mulher, a “barriga” perdia; o chão secou, a
planta não vingou; o povo (cidadão) sumiu e o público (espectador) surgiu.

Errante não é o bicho, a planta, a terra, o mar, quiçá o céu estrelado; errado é o pensar conformado; não acolher o
des (amparado).

A palavra que sucede o verbo dantes tão louvada, cai em des (arranjo), des (afiando) arcanjos, numa terra
ensanguentada. Segue o des (assemelhado) – semelhança profetizada – rumo à encruzilhada, ao encontro de tudo ou nada.

Fé e razão, é o que resta? Guerras, egoísmo … há solução? E o caboclo do sertão, com fome, sede e suor na testa? A
dor de não ter pra dar e matar o que lhe mata, leva ao des (acreditar).

O real é obscuro à cognição limitada; compreensão contestada; fé questionada; Niilismo é opção? Nova
forma de oração?

Tragédia humana, inafastável caminhada; des (igualdade), des (umanizada); Igualdade, só de epitáfio; no epílogo,
injusta jornada.

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