Uma menina de dois anos saiu de uma creche municipal de Araçatuba (SP), na última sexta-feira (24), com o corpo coberto de marcas de mordidas nas costas, braços e pernas. A mãe foi chamada pela direção da unidade para buscar a filha e, ao chegar, ficou em choque com o estado em que a criança se encontrava.
Segundo o relato da mãe, a diretora da creche informou que a menina havia sido mordida e ofereceu acesso às imagens das câmeras de segurança, o que deixou a mãe ainda mais apreensiva. Quando a criança foi trazida até ela, o choque foi imediato: o corpo da menina estava repleto de marcas de mordidas.
A versão apresentada pela creche é de que a agressão teria sido praticada por outra criança de idade semelhante, dentro de um brinquedo — o chamado “parquinho” —, local onde os monitores não teriam tido visibilidade do ocorrido.
De acordo com a explicação dada à família, a menina não teria chorado nem gritado durante os aproximadamente dois minutos em que estaria sendo agredida.
Falha grave
A mãe não acreditou na versão dada pela direção da creche. “Desde a primeira mordida ela já poderia ter chorado”, questionou. Independentemente da origem das agressões, a família aponta falha grave na supervisão da equipe responsável pela segurança das crianças.
Após o ocorrido, a mãe registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e procurou uma advogada, que formalizou representação junto ao Ministério Público da Infância e Juventude.
O MP comunicou o fato ao Conselho Tutelar de Araçatuba para dar início à averiguação. O caso será investigado pela Polícia Civil, acompanhado pelo Ministério Público e fiscalizado pelo Conselho Tutelar.
O vereador Damião Brito (Rede), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Araçatuba, também está acompanhando o caso.
Traumatizante
A criança não quer retornar à creche. Segundo a mãe, o que mais a perturba é o estado emocional da filha, pois desde o ocorrido, a menina demonstra medo até da própria mãe — se encolhe, geme e aparenta estar apavorada quando ela se aproxima.
O episódio é descrito pela família como extremamente traumatizante para a criança.
Outro lado
A Prefeitura de Araçatuba foi consultada e informou que irá apurar o caso junto à Secretaria Municipal de Educação.
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