Vereadores denunciam possível gabinete do ódio na Prefeitura após ofensas no Instagram

Vereadores Damião Brito e Luís Boatto procuraram a polícia para registrar boletim de ocorrência; autoria das ofensas é atribuída à comissionada da Prefeitura

Damião Brito e Luís Boatto registraram o boletim de ocorrência nesta segunda-feira | Foto: Reprodução

Os vereadores Damião Brito (Rede Sustentabilidade) e Luís Boatto (Solidariedade), de Araçatuba (SP), denunciaram à Polícia Civil a existência de um possível gabinete do ódio na Prefeitura, após serem alvos de publicações que consideram ofensivas à honra, em um perfil do Instagram denominado “Direita Alta Noroeste”. O boletim de ocorrência foi registrado como injúria, nesta segunda-feira (25), na Central de Polícia Judiciária (CPJ).

Os parlamentares afirmam que os conteúdos configuram crime e pediram a apuração das condutas pelas autoridades policiais. Segundo o relato dos vereadores, uma das postagens, datada de 18 ou 19 de maio, destacava a imagem de Luís Boatto com um círculo ao redor, acompanhada do símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT) e da legenda: “o autor do projeto gosta de ajudar um rapaz novo”.

Boatto afirma que o conteúdo, ainda que de forma velada, carrega conotação sexual depreciativa e preconceituosa, e que se sentiu ofendido e vítima de injúria. Já o vereador Damião Brito afirma ter sido alvo de uma charge publicada no mesmo perfil, na qual aparece vestido com camisa de força — imagem que, segundo ele, lhe causou constrangimento e sentimento de humilhação.

Autoria e cargo público

Ao investigarem a origem das publicações, os vereadores afirmam ter chegado à identidade de uma servidora ocupante de cargo comissionado na Prefeitura de Araçatuba. Eles declararam, no boletim de ocorrência, que a conduta seria incompatível com a função pública exercida, uma vez que a servidora estaria utilizando meios e posição funcional para veicular conteúdos ofensivos contra agentes políticos, em algumas situações durante o horário de serviço — circunstância que, segundo eles, contraria os princípios da administração pública.

O caso foi registrado como injúria e encaminhado para apuração pela Polícia Civil de Araçatuba.

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