A CPFL Piratininga, concessionária de energia em cidades da Baixada Santista, realizou uma operação em parceria com as Polícias Militar e Científica que detectou ligações irregulares de energia em uma pousada, na cidade de Santos, no Litoral de São Paulo. O proprietário foi conduzido à delegacia pelas autoridades policiais para prestar esclarecimentos.
De acordo com a CPFL, a inspeção foi realizada na última quinta-feira (24) no bairro Vila Mathias. As equipes da distribuidora regularizaram todas as medições e realizarão os cálculos sobre a quantidade de energia desviada. Os respectivos valores serão repassados aos responsáveis pelas fraudes.
O furto de energia, conhecido popularmente como “gato” consiste no desvio da corrente elétrica antes que ela passe pela medição do consumo, por exemplo, quando a fiação é puxada diretamente do poste ou quando há adulteração do medidor de energia. A prática é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, que prevê pena de até quatro anos de reclusão, bem como multa referente a toda energia consumida e não faturada.
Além de sobrecarregar as redes elétricas e deixar o sistema de distribuição vulnerável a interrupções no fornecimento, o furto de energia coloca vidas em risco devido à possibilidade de choques elétricos. Vale lembrar que fraudar ou furtar energia é crime, conforme o Código Penal, com pena de um a quatro anos de detenção.
Fraudadores também são cobrados pelas tarifas referentes ao período em que ocorreu o furto, acrescidas da devida multa. Além disso, as fraudes e furtos podem encarecer a conta de energia para todos, pois a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) distribui parte dos prejuízos causados pelas “perdas comerciais” para a tarifa da distribuidora, durante as revisões tarifárias.



