O governo paulista adiou o início da operação do pedágio eletrônico nas rodovias Anchieta e Imigrantes, previsto para este domingo (1º).
O adiamento ocorre em virtude da decisão da gestão Tarcísio de Freitas de mudar o pórtico de cobrança na rodovia dos Imigrantes por causa da pressão de moradores da região do Pós-Balsa, em São Bernardo do Campo, no ABC, região metropolitana de São Paulo.
O pedágio de passagem livre está instalado no km 29 da estrada que liga a capital paulista à Baixada Santista.
A Imigrantes é a única ligação terrestre da comunidade com o restante do município o deslocamento também ocorre por meio da travessia de balsa operada pela EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia).
Na região do Pós-Balsa há bairros rurais, comunidades e quatro aldeias indígenas.
De acordo com a Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) e com a SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos), o novo pórtico, da pista sentido São Paulo, será reposicionado para o km 38. O outro (sentido litoral) continuará no km 29.
Os dois pórticos da via Anchieta serão mantidos no km 33. Até o inicio da operação de cobrança de pedágio eletrônico, os equipamentos serão usados para monitoramento das rodovias.
“As análises identificaram a oportunidade de reposicionar o pórtico para preservar os deslocamentos locais e ampliar a justiça tarifária, um dos objetivos do Siga Fácil”, afirma a nota, em referência ao nome dado ao pedágio eletrônico no estado de São Paulo.
Até a entrada em operação do novo sistema, as praças de pedágio com cancela da via Anchieta (Riacho Grande, no km 31) e da Imigrantes (Piratininga, km 32) continuarão funcionando normalmente.
Quando o novo sistema começar a operar, a tarifa existente hoje será cobrada nos dois lados das estradas, tanto para quem desce quanto para quem sobe a serra.
Com reajuste no último dia 1º, o pedágio no sistema Anchieta-Imigrantes passou para R$ 40,60. Assim, será cobrado R$ 20,30 para cada sentido era esse valor que os moradores do Pós-Balsa teriam de pagar.
Motos continuam isentas de pagamento.
Os pórticos de free flow foram instalados em fevereiro passado, com a expectativa de que começassem a cobrar tarifa em 1º de julho, mas o início de operação foi adiado para que a concessionária Ecovias Imigrantes, responsável pela gestão da estrada, pudesse avaliar o perfil dos veículos que passam pelas duas estradas.
Conforme a empresa, 93% dos veículos comerciais que passaram pelos dois pórticos nesse período de experiência tinham tag ativa. No caso dos de passeio, o percentual foi de 71%.
Os testes para validação de tecnologia e processos operacionais começaram no fim de maio.
Pelo sistema de pedágio eletrônico free flow a cobrança é feita com veículos em movimento.
Pelo modelo, em vez de pedágio com cancela, são usados pórticos com câmeras capazes de identificar as placas de veículos em movimento ou o sinal das tags (do mesmo tipo usado em pedágios convencionais e estacionamentos de acesso sem parada).
Para veículos com tags válidas, a operadora contratada faz a cobrança automaticamente.
Quem não conta com esse dispositivo colado no para-brisa tem até 30 dias para fazer o pagamento.
Responsáveis pelas rodovias devem criar canais digitais, como sites e aplicativos, ou mesmo locais físicos, para que o usuário consiga proceder ao pagamento do pedágio.
Em São Paulo, o site Siga Fácil unifica os pagamentos.
FÁBIO PESCARINI / Folhapress


