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Referência contra HPV, Santos tem uma das menores taxas de câncer de colo de útero

Em 2025, o município superou a cobertura vacinal brasileira contra o HPV

A cidade de Santos apresenta uma das menores taxas de câncer de colo de útero da Baixada Santista, São Paulo e Brasil. Segundo o DataSUS, entre 2005 e 2009, a cada cem mil mulheres em Santos, 10 a 18 tinham contraído essa doença. Hoje, a taxa diminuiu em 66,6%.

Esta e outras informações marcaram o Seminário HPV: Uma Experiência Exitosa no Município de Santos, terça-feira (10), fruto de parceria da Secretaria de Saúde e o Rotary Clube de Santos Boqueirão, integrando a campanha Março Lilás (conscientização sobre o câncer de colo de útero).

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A principal estratégia por trás do resultado santista é a boa cobertura vacinal contra o HPV, nos últimos anos. Em 2023, 98,31% das crianças e jovens de 10 a 14 anos foram vacinados; em 2024, 97%. 

Em 2025, o Município superou a cobertura vacinal brasileira contra o HPV. Dados preliminares do Ministério da Saúde mostram que 82% de meninas foram vacinadas, enquanto os meninos somaram 67% no território nacional. Em Santos, a cobertura vacinal, ainda com dados provisórios, aponta a aplicação da dose em 89,4% das meninas e 82,7% dos meninos.

Parceria

A parceria entre as secretarias de Saúde e Educação, por meio do Programa Saúde na Escola, é fundamental para a consolidação desses números. Desde 2023, a vacinação em ambiente escolar é rotina, após sensibilização dos pais e responsáveis, que assinam termo de autorização.

A secretária de Educação e vice-Prefeita, Audrey Kleys, reforça a importância de levar a informação para as famílias de forma clara, científica e com responsabilidade para salvar vidas. “É importante chegar por meio de técnicos que se comprometeram a estudar para que a gente possa gerar a boa ação, como acontece com o programa Saúde na Escola”.

Ana Paula Valeiras, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, apresentou a evolução da vacina no SUS, que iniciou em 2014, mesmo com a relutância da população no início. “Podemos vacinar após o início da vida sexualmente ativa do jovem. Porém, o quanto antes esses adolescentes se vacinarem, haverá garantia maior de prevenção”, declarou, acrescentando que os impactos incluem redução de infecções, queda de verrugas genitais, prevenção de câncer e imunidade coletiva.

O secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez, destaca os resultados positivos da vacinação quando feita em ações pontuais, como os postos itinerantes, e a importância de criar atividades para ir ao encontro da sociedade. “Quantas vezes falamos de óbitos por câncer e quanto a gente anseia por uma vacina contra essa doença. Que nós possamos cada vez mais ampliar a conscientização da sociedade, e com isso ampliar os imunizados e a prevenção efetivamente”.

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