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Santos e BNDES discutem reaprumo de prédios tortos na cidade

Foram apresentadas, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, soluções de engenharia e propostas de financiamento para tirar o projeto do papel

O reaprumo dos prédios tortos na orla e propostas para a drenagem da região da orla foram discutidos em reunião entre a Prefeitura de Santos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na manhã de quarta-feira (25). Foram apresentadas, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, soluções de engenharia e propostas de financiamento para tirar o projeto do papel.

Segundo a Prefeitura de Santos, atualmente a situação de 65 prédios com desaprumo na área são acompanhados, situados principalmente entre os canais 2 e 6, nos bairros do Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida. As declividades existentes são resultantes do tipo de fundação utilizada na cidade há mais de 60 anos, associada às condições do solo.

Desde 2024, representantes dos edifícios se organizaram e criaram a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados (ACOPI), que vêm buscando sanar ou amenizar o problema.

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O reaprumo consiste em levantar o prédio e alinhá-lo novamente com o uso de macacos hidráulicos. Os pilares ou blocos de fundação do edifício são apoiados e levantados e, com o prédio suspenso, é executada uma nova fundação.

Com o estudo geotécnico correto, a fundação não apresentará problemas futuros. As estacas de fundação têm aproximadamente 50 metros de profundidade e, após o tempo pré-estabelecido em projeto, o prédio aos poucos irá sendo locado em cima delas. Já com a correção da inclinação, as construções ficam novamente alinhadas.

Na reunião, foram apresentados estudos de caso sobre o edifício Núncio Malzoni, que possuía inclinações de 2,2° em um dos seus blocos e de 1,8° em outro, e passou por processo de reaprumo, acompanhado cuidadosamente por engenheiros e pesquisadores da área.

A agenda contou também com outras discussões importantes sobre o enfrentamento das mudanças climáticas na região. Os projetos de financiamento da modernização do Centro de Controle Operacional (CCO) foram aprovados pela entidade, podendo seguir para as próximas etapas de análise.

A reestruturação e ampliação física do equipamento vai permitir mais agências envolvidas, além da utilização de novas ferramentas de tecnologia em benefício da Cidade, que tem no Centro um importante aliado para além da questão de segurança pública, mas também para o monitoramento de áreas de risco ambiental.

Além disso, foram pré-aprovadas as tratativas para a estruturação de um modelo de financiamento voltado à requalificação da macrodrenagem da orla. 

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