Durante inspeção realizada na terça-feira (23), equipes da CPFL Piratininga identificaram fraude nas instalações elétricas de um restaurante localizado no bairro Campo Grande, em Santos.
A ação contou com apoio das Polícias Civil e Científica e ocorreu após denúncias encaminhadas à distribuidora.
Os técnicos da concessionária constataram ligação invertida da saída com a entrada do medidor, além da ausência de lacres na caixa de medição. A irregularidade impedia o registro correto da energia consumida e representava risco à segurança dos equipamentos e das pessoas.
O responsável pelo estabelecimento foi conduzido ao Distrito Policial, onde foram registrados boletim de ocorrência e perícia pela Polícia Científica. A medição do imóvel foi desligada devido a débitos pendentes.
As operações fazem parte de uma série de ações da CPFL Piratininga em Santos. No dia 8 de junho, a distribuidora regularizou ligações clandestinas em dois comércios da cidade.
Já em 19 de junho, inspeções flagraram fraudes em um bar na Vila Mathias e em uma loja de bebidas no Campo Grande. Todas as ocorrências tiveram apoio policial e resultaram em boletins de ocorrência.
“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirmou Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.
Nos cinco primeiros meses de 2026, a CPFL Piratininga registrou, somente em Santos, 540 denúncias relacionadas a possíveis fraudes e furtos de energia. Já foram realizadas 172 inspeções e encontradas 88 irregularidades, com recuperação estimada de cerca de 206.000 kWh de energia.
Considerando as cidades atendidas na Baixada Santista, o balanço do período aponta 4.531 denúncias, 1260 inspeções já realizadas e 811 irregularidades constatadas e recuperação estimada de aproximadamente 1.800.000 kWh de energia.
As ligações clandestinas de energia, popularmente chamadas de “gatos”, comprometem a segurança da rede, afetam a qualidade do fornecimento e representam riscos à população.
Além disso, parte das perdas não técnicas é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta de luz para todos os consumidores.
No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras
Além das denúncias feitas por consumidores, a CPFL tem ampliado o uso de tecnologias voltadas ao combate a fraudes e ligações clandestinas. Em 2025, a distribuidora destinou R$ 90,2 milhões para medidas de blindagem da rede elétrica.
Entre as soluções adotadas estão caixas invioláveis em unidades reincidentes, medidores coletivos instalados em postes e conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.
“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”, reforça Carvalho.


