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Descubra quais são as três doenças crônicas e incuráveis que afetam mais de 7,5 milhões de brasileiros

Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que, atualmente, cerca de 7,5 milhões de brasileiros convivem com Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer. Embora distintas, as doenças carregam algo em comum: são crônicas e incuráveis. A campanha Fevereiro Roxo, promovida neste mês, alerta sobre os principais sinais das patologias.

O profissional de reumatologia é responsável por identificar dois dos quadros. Especializada na área, a doutora Mariane Trondoli, da Imuno Santos, explica que o lúpus é crônico e autoimune. “O próprio sistema imunológico, que tem a função de proteger, passa a atacar o corpo, adoecendo células e órgãos saudáveis. Isso causa inflamações sistêmicas ou cutâneas, ou seja, que se manifestam nas  articulações e na pele, respectivamente. Febre, dor nas juntas, manchas e fadiga estão entre os indícios”, revela.

A médica acrescenta que o público feminino lidera o ranking de afetados, sendo de 9 a 10 mulheres para cada 1 homem, na faixa etária reprodutiva (20 a 45 anos), com  maior incidência na população negra e parda. Cerca de 70% dos pacientes têm Lúpus sistêmico (LES), que é a forma mais comum e severa da doença. Outro ponto de atenção é que o diagnóstico requer avaliação especializada, junto a exames laboratoriais específicos e o processo pode levar cerca de 3 a 6 anos.

Em contrapartida, a fibromialgia ainda tem causa desconhecida e se desenvolve principalmente  nas articulações, provocando dores em músculos e tendões  por mais de 3 meses, insônia, humor depressivo e cefaléia. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a cada 10 pacientes identificados com a síndrome, entre 7 e 9 indivíduos são mulheres, com incidência maior entre 30 e 50 anos de idade. Ao todo, aproximadamente 3% da população passa por acompanhamento clínico.

Não existem exames ou marcadores específicos para a fibromialgia, sendo este um diagnóstico 100% clínico. O tratamento principal é a prática de atividades físicas regulares, medicações que modulam a dor e analgésicos em casos específicos.

A especialista esclarece que, ao perceber uma ou mais queixas de saúde de ambas as doenças, é indispensável o agendamento de uma consulta. O primeiro contato pode ser feito junto a um clínico geral, que fornecerá encaminhamento ao reumatologista.

“São duas investigações complexas, que combinam a análise minuciosa de sintomas clínicos e resultados de exames de imagem, sangue e urina. Esse rastreamento requer a apuração cuidadosa do histórico dos pacientes”, destaca Mariane Trondoli.

Demência mais comum em 60% dos casos

Já o Alzheimer gera o prejuízo gradativo da capacidade mental, como dificuldades para a execução de tarefas e perda de memória, geralmente a partir dos 60 anos de idade. A percepção de familiares e amigos sobre as inconsistências cognitivas é fundamental, pois motiva a busca por avaliação médica com  um neurologista ou psiquiatra. Estima-se a detecção de 100 mil novos casos anualmente, além de cerca de 1,2 milhões de idosos convivendo com a doença que é considerada o tipo de demência  mais comum em quase 60% dos diagnósticos.

Tratamentos

Até o momento, a medicina não dispõe de nenhum tratamento capaz de curar o Lúpus, a Fibromialgia e o Alzheimer. As doenças contam com protocolos individualizados e contínuos, que podem envolver medicamentos, terapias e outros recursos para reduzir os sintomas e elevar a qualidade de vida.

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