O levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia, apontou que a cidade de Santos registrou alta na inadimplência pelo quarto mês consecutivo.
De acordo com a pesquisa, a cidade registrou em janeiro deste ano, alta de 0,59%, número menor em relação a dezembro, que era de 1,02%, mas ainda preocupante. Em comparação a região Sudeste (1,15%) e no Brasil (0,85%) também houve crescimento.
Na variação anual, comparando janeiro de 2026 com janeiro de 2025, a alta acumulada em Santos é de 10,10%. Já na região Sudeste, o avanço foi de 8,89%, e no Brasil, de 9,39%.
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Para o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, a inadimplência é reflexo da situação econômica do país.
A maior concentração de inadimplentes em Santos está na faixa etária de 50 a 64 anos (24,99%). Por sexo, a distribuição é equilibrada: (52,59%) são mulheres e (47,41%) são homens.
Cada consumidor negativado da cidade devia, em média, R$ 6.286,82, considerando a soma de todas as dívidas.
Os dados mostram ainda que:
- 25,06% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500;
- 11,19% tinham dívidas de R$ 500,01 a R$ 1.000;
- 17,78% tinham dívidas de R$ 1.000,01 a R$ 2.500;
- 22,39% tinham dívidas de R$ 2.500,01 a R$ 7.500;
- 23,57% tinham dívidas acima de R$ 7.500.
O tempo médio de atraso é de 29,5 meses (2 anos e 5 meses). Além disso, 35,59% dos devedores estão inadimplentes entre 1 e 3 anos.
Dívidas em atraso
Em janeiro de 2026, o número de dívidas em atraso de moradores de Santos cresceu 1,59% em relação a dezembro de 2025. O índice ficou abaixo do registrado na região Sudeste (2,15%) e da média nacional (1,88%).
Na comparação entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, o número de dívidas em atraso subiu 17,48% em Santos. No Sudeste, a alta foi de 15,93%, e no Brasil, de 15,76%.
O setor que mais registrou dívidas em janeiro, em Santos, foi o de Bancos (78,30%), seguido por Outros (9,28%), Água e Luz (6,15%), Comunicação (3,73%) e Comércio (2,54%).



