Após as fortes chuvas registradas desde o início de janeiro de 2026, Mongaguá contabilizou prejuízos superiores a R$ 2 milhões e deu início a uma parceria técnica com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) para embasar, por meio de laudos técnicos, o registro oficial dos danos e os pedidos de apoio junto aos governos estadual e federal.
Diante da situação de emergência decretada na quarta-feira (21/01), a Prefeitura recebeu, na sexta-feira (23), técnicos da autarquia para firmar um termo de cooperação com o Crea-SP, o maior órgão fiscalizador de obras, engenharia e construção do país, que irá disponibilizar suporte técnico especializado para a avaliação de prédios públicos e áreas afetadas pelas chuvas e vendavais. O objetivo é garantir decisões técnicas seguras e acelerar o processo de reconstrução da cidade.
Durante a vistoria preliminar, técnicos visitaram locais estratégicos já impactados pelos eventos climáticos, como o bairro Itapoan, o Ginásio Jacozão, a quadra poliesportiva da Vila Atlântica, na Rua Luiz Pereira Barreto, além da Rua Maria Rita da Silva, que sofreu alagamentos recorrentes. Nos pontos vistoriados, foram identificados riscos e danos estruturais que já haviam sido constatados anteriormente pela Secretaria de Obras Públicas (SEOP), agora apresentados ao Crea-SP para a elaboração de laudos técnicos detalhados.
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Com a assinatura do termo de cooperação, o Conselho encaminhará engenheiros e técnicos especializados para Mongaguá, que atuarão em conjunto com a equipe da SEOP. Os laudos técnicos serão fornecidos sem custos para o município e servirão como base oficial para a quantificação dos prejuízos, estimados em mais de R$ 2 milhões, além de fundamentar os pedidos de recursos e apoio a outras esferas de governo.
Entre os dias 5 e 25 de janeiro, Mongaguá enfrentou três grandes impactos em razão das chuvas intensas. “Tivemos a coincidência de maré alta e ressaca, o que comprometeu o escoamento das águas pluviais e fluviais, causando alagamentos, enchentes e inundações, especialmente em áreas próximas a rios, valas e córregos”, explicou o secretário de Obras Públicas da cidade, Carlos Cafema.
De acordo com a presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey, a atuação conjunta com os municípios é essencial em cenários de calamidade. “Garantimos que as ações da gestão pública sejam amparadas pelo conhecimento técnico dos nossos profissionais. A engenharia cumpre um papel fundamental na mitigação dos impactos e na reconstrução das áreas afetadas, e o Crea-SP estará presente em todo esse processo”, afirmou.



