Um exemplar subadulto de Tartaruga-oliva, Lepidochelys olivacea (Eschscholtz, 1829), será a mais nova atração do Museu do Mar em Santos, SP.
O especime recebido mede 0,73 cm de comprimento, 0,63 cm de largura e 0,30 cm de altura, foi encontrado encalhado e registrado pela equipe da Fundação Projeto Tamar na praia de Subaúma, litoral norte da Bahia no dia 28 de janeiro de 2026 e gentilmente doado ao Museu do Mar de Santos, SP.
Segundo a Fundação Projeto Tamar da Bahia a tartaruga-oliva é a menor das tartarugas marinhas e vem apresentando uma importante recuperação populacional nos últimos anos no Brasil. A espécie tem ampliado sua ocorrência reprodutiva no litoral norte da Bahia com o registro de novas áreas de desova em praias bahianas, antes concentradas em Sergipe.
Entre as principais ameaças à espécie destacam-se pesca incidental e predação de ninhos por raposas.
O exemplar foi taxidermizado (embalsamado) nesta segunda-feira (06) às 9h00 no Museu do Mar pelo taxidermista Waldeney Gonçalves de Barros.
Siga o perfil do THMais Band Litoral no Instagram
Faça parte do canal de WhatsApp do THMais e fique bem-informado o dia todo
Se inscreva no canal do Youtube da THMais Band Litoral e veja nossos vídeos
O nome vulgar da Tartaruga-oliva refere-se à cor de azeitona de sua carapaça, que possui forma de coração. É uma espécie carnívora, com dieta à base de moluscos, peixes, crustáceos, briozoários e plantas aquáticas. A reprodução dura cerca de 42 dias, altura em que são postos uma média de 100 ovos em ninhos, enterrados na areia. São encontradas nos três grandes oceanos: Atlântico, Índico e Pacífico. Estima-se que sua expectativa de vida pode superar os 50 anos.
Na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), a Tartaruga-oliva é considerada como “vulnerável”, enfrentando perda de habitat e tendo suas populações constantemente monitoradas.
De acordo com o biólogo marinho Luiz Alonso Ferreira, fundador e Diretor Presidente da Sociedade Museu do Mar, “o recebimento da Tartaruga-oliva, foi uma gentil doação da Fundação Projeto Tamar, de Salvador, Ba, vem a completar nosso acervo das cinco espécies de tartarugas da costa brasileira, dentre as quais se acham, ainda, as tartarugas de “Couro (um filhote da maior espécie de tartaruga do mundo), Cabeçuda, de Pente e Verde”.
Com a chegada da nova espécie, a diretoria da Sociedade Museu do Mar dá continuidade ao seu plano de trazer a cada semestre uma nova atração para o museu, enriquecendo um dos principais acervos de biologia marinha da América Latina e fornecendo ao público visitante uma visão mais ampla da biodiversidade marinha, enfatizando sempre sua importância e necessidade de preservação.
Cumpre frisar que a Tartaruga-oliva vem a somar-se com outras espécies expostas no Museu do Mar, representantes das maiores e menores espécies do mundo, tais como, o Tubarão Baleia (maior peixe), o Peixe Lua (maior peixe ósseo), o Albatroz-Viageiro (maior ave marinha), a concha gigante Tridacna Gigas (maior molusco bivalve), o Caranguejo-aranha japonês (maior artrópode), o Bathynomus giganteus (crustáceo marinho gigante, maior isópode do mundo) e o Tubarão-anão, a segunda menor espécie de tubarão do mundo.



