A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, confirmou ao TH+ Portal que a cidade tem dois casos confirmados da doença Mpox, antes chamda de varíola dos macacos, em 2026. De acordo com a administração municipal, ambos pacientes tiveram boa evolução ao tratamento e estão curados.
Em São Paulo, estado com o maior número de casos, o painel de consulta pública do Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde) aponta 44 casos confirmados neste ano.
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo afirma, em nota, que “monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da mpox no estado e mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial. Os serviços de saúde realizam a identificação precoce, a notificação e a investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico, além do rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos.”
A pasta diz que, neste ano, foram registrados 44 casos da doença até quinta-feira (19), comparado a 126 casos nos meses de janeiro e fevereiro de 2025.
O QUE É A MPOX?
A mpox era anteriormente conhecida como “monkeypox” (varíola dos macacos, em português), é uma infecção causada pelo vírus Mpox, que pertence à família do gênero orthopoxvirus, o mesmo da varíola.
Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Depois, pode evoluir para a chamada fase eruptiva, que é quando apresentam-se lesões na pele que são progressivas: começam avermelhadas, viram uma vesícula, mais amareladas e depois se tornam crustas. Elas podem ocorrer em face, região genital, perianal, palmas de mão e do pé e mucosa; casos graves podem evoluir com manifestações neurológicas e oculares.
A mpox existe há décadas em países da África, principalmente na República Democrática do Congo. Mas foi a partir de 2022 que ela se tornou mundialmente conhecida, com o início do surto global que segue até hoje.
COMO A DOENÇA É TRANSMITIDA?
A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto com as lesões antes do período de cicatrização, seja esse contato sexual ou não, o período de incubação pode variar entre poucos dias até cerca de três semanas.
A doença também pode ser transmitida mesmo antes de se apresentar qualquer tipo de sintoma ou por pacientes assintomáticos. O contato com fluidos corporais, como saliva, sangue, sêmen, da mãe para o bebê ou através de objetos contaminados também é frequente; a infecção por gotículas respiratórias pode acontecer, mas é menos comum. A médica diz que já existem relatos de transmissão de animais para pessoas, principalmente alguns surtos anteriores.
COMO SE PREVENIR?
Os médicos dizem que a melhor forma de prevenção para a doença é a vacina. O imunizante está disponível no SUS para pessoas maiores de 18 anos que vivem com HIV/Aids, usuários de PrEP e profissionais de saúde que têm contato com o vírus.



