Falta de mão de obra qualificada desafia comércio do litoral paulista

Apesar da leve melhora nas contratações em junho, comerciantes da Baixada Santista enfrentam dificuldades para encontrar profissionais com comprometimento e qualificação, um desafio que se intensifica com a proximidade das contratações para as festas de fim de ano.

Foto: Produção

Faltando apenas quatro meses para o Natal, a época de maior movimento no comércio, empresários já se preocupam em preencher vagas. O desafio se repete para muitos, que mesmo com postos de trabalho abertos, não conseguem encontrar candidatos adequados.

Esse é o caso de João Vilela, que é dono de duas lojas de artigos para casa e conta com 15 funcionários. Com a chegada do fim de ano, ele planeja contratar três novos colaboradores, entre vendedores e estoquistas, mas enfrenta dificuldades. “É complicado encontrar pessoas que tenham o perfil que as lojas exigem, que é trabalhar no fim de semana e o básico, cumprir horário, responsabilidade, interesse”, explica o comerciante. “Mudou bastante o perfil das pessoas que querem emprego e não trabalho.”

Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmam a criação de novas vagas. Em junho, nas nove cidades da Baixada Santista, foram criados 1.189 postos de trabalho, um aumento em relação aos 586 postos de maio.

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Comércio Varejista: dados em destaque

No setor do comércio varejista, em junho, foram criadas 104 vagas na região, um número ligeiramente superior às 94 vagas abertas em maio. Apesar da melhora, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, ressalta que a informalidade não entra nessa conta. “Converso diariamente com comerciantes que se queixam da dificuldade em encontrar pessoas que de fato queiram trabalhar. E quando conseguem, há dificuldades de adaptação no básico: comprometimento e responsabilidade. Por isso, a rotatividade tem sido tão grande”, completa Obeidi.

A falta de qualificação também é um obstáculo. Leandro Fiorotti Silva, proprietário de uma loja de moto peças, precisa de novos funcionários para o atendimento e o estoque, mas esbarra na falta de preparo dos candidatos. “Demoro para encontrar pessoas com interesse ou experiência no ramo, e quando tento contratar vejo que o comprometimento está cada vez mais difícil. Não dá para generalizar, mas está cada vez mais complicado”, afirma.

Os dados de junho mostram Santos (111 vagas), Itanhaém (46 vagas) e Guarujá (41 vagas) com os melhores saldos de empregos no comércio varejista. Por outro lado, Bertioga, São Vicente, Peruíbe e Praia Grande apresentaram saldos negativos.

Veja mais detalhes na reportagem:

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