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Livro sobre “Os Novos Baianos” será lançado durante a Tarrafa Literária de Santos

“Os Novos Baianos” marcaram época na música brasileira, como uma das primeiras bandas de rock do cenário nacional. E esta história poderá ser conferida com mais detalhes graças ao lançamento da obra Acabou Chorare: o rock’n’roll encontra a batida de João Gilberto. A publicação será nesta quinta-feira (19/10), durante o Festival Tarrafa Literária de Santos, no Teatro Guarany.

O evento tem como principal proposta, estimular a população a ler, tanto aos iniciantes, quanto para os iniciados, aproximando-os dos autores, gerando impacto e transformação. O autor da obra, o jornalista Marcio Gaspar, e o mediador Pablo Miyazawa, estarão fazendo o bate papo e também receberão o público para um bate-papo seguido de sessão de autógrafos.  

De acordo com o autor, estudiosos e fãs concordam que o álbum “Acabou Chorare” dos Novos Baianos foi protagonista e revolucionário no cenário da música brasileira. Com forte influência do rock distorcido de Jimmy Hendrix e da bossa nova dissonante de João Gilberto, o grupo era formado por Moraes Moreira, Baby Consuelo e Paulinho Boca de Cantor (vocais), Pepeu Gomes (guitarra), Dadi Carvalho (baixo), Jorginho Gomes e Baixinho (ambos na bateria e bongô), além de Luiz Galvão como letrista.

“O disco, com sua arrojada orgia de guitarras, pandeiros e cavaquinhos, foi lançado quando ainda ecoava uma discussão que hoje soa absurda, sobre a presença de instrumentos elétricos em gêneros nacionais como o samba e o choro. E essa foi só a primeira surpresa: ato contínuo, o país começou a prestar mais atenção naquele estranho bando de cabeludos que vivia em comunidade hippie e exibia uma alegria de viver para muitos incompatível com aquele ano de 1972″, explica Márcio Gaspar. 

“Ele ensaiava vocais com a gente e gostava da voz rural do Moraes. A chegada do João nos fez desencaixotar bumbo, pandeiro, cavaquinho; e o repertório que já vinha daquele LP que não deu certo na Philips foi se modificando e se abrasileirando; foi sendo polido, burilado. O importante é que o João nos fez enxergar que a gente já trazia uma bagagem de música brasileira; e que era essa bagagem que tinha que ser mostrada, tínhamos que olhar para dentro de nós mesmos”, lembra Paulinho Boca de Cantor, sobre a influência de João Gilberto.

Conheça os Novos Baianos

Lançado em 1972, no auge repressivo da Ditadura Militar no Brasil, o segundo LP do grupo, com 10 faixas e gravado pela Som Livre, fez história e consolidou Pepeu Gomes como um dos maiores guitarristas do país.

Mais de 50 anos depois, ainda é considerado um dos mais importantes álbuns da música popular brasileira, que aparece em destaque em todas as listas e segue inspirando gerações de artistas como Marisa Monte e Tulipa Ruiz, que mencionam no livro a influência de Acabou Chorare em suas obras.  

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