‘Operação Bogotá’: Suspeito de integrar grupo agiota que movimentou mais de R$ 50 milhões é preso em Santos (VÍDEO)

Maria Clara Pasqualeto
Maria Clara Pasqualeto
Estudante de Jornalismo pela Universidade Santa Cecília (Unisanta) e poliglota, com experiência em assessoria de imprensa, redação e telejornalismo. Apaixonada por escrever, contar histórias, viagens e pela cultura japonesa
Divulgação/Polícia Civil

Nesta quarta-feira (9), a Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou a chamada “Operação Bogotá“, realizada contra uma organização criminosa, formada por colombianos, a qual é suspeita de atuar com empréstimos ilegais, além de lavar dinheiro. Um dos suspeitos foi preso em Santos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as investigações do órgão apontam que a quadrilha movimentou R$ 52,2 milhões com o esquema de agiotagem.

No total, 11 mandatos de busca e apreensão foram cumpridos; um deles envolveu a prisão temporária nos municípios de Santos, Guarujá e São Paulo capital. Além disso, as investigações foram conduzidas pela Delegacia Seccional de Polícia de Registro, contando com o apoio da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos.

O alvo da prisão temporária foi localizado em um quarto de sublocação no bairro Ponta da Praia. Quando chegaram ao imóvel, os agentes apreenderam dois celulares e um notebook, itens que serão encaminhados à análise pericial. As buscas também estão sendo realizadas em endereços com conexão ao investigado.

Luiz Carlos do Carmo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter-6), explica como as atividades do grupo criminoso eram elaboradas: “A organização criminosa atuava por meio do esquema de ‘gota a gota’, que consiste na concessão de empréstimos informais com juros abusivos e cobrança de dívidas por meio de ameaças e violência”.

Início das investigações

Do mesmo modo, as investigações contra a organização mencionada foram iniciadas em meados de maio deste ano, momento em que a Polícia Civil de Registro, no Vale do Ribeira, descobriu o esquema de agiotagem. Durante as apurações, as equipes foram responsáveis por identificar 41 envolvidos; parte deles já foram presos em operações anteriores.

O delegado seccional de Registro, Marcelo Freitas, relatou que as apreensões de celulares, computadores e documentos proporcionaram embasamento para aprofundar ainda mais essas diligências.

Ainda no decorrer das investigações, as autoridades identificaram membros do núcleo financeiro da organização, o qual atuava em Campinas, município localizado no interior do Estado de São Paulo. Alguns dos investigados chegaram a fugir do país; outros dois deles foram localizados e presos na Colômbia, após a inclusão de nomes dos envolvidos na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

De acordo com o delegado, a denúncia foi crucial para a constatação do esquema. “Foi uma denúncia que nos permitiu identificar todo um esquema criminoso estruturado por trás do crime de agiotagem, que incluía, também, a lavagem de dinheiro. Conseguimos o bloqueio judicial dos bens dos investigados, porque não basta apenas identificá-los, temos que conseguir atingir todo o patrimônio obtido com o dinheiro ilícito”, pontuou.

Após um episódio ocorrido em agosto, o homem foi preso hoje. A Polícia Civil informou que ele havia entrado em um restaurante em Santos, fotografando um magistrado e seus familiares. Essa fotografia teria sido tirada com a finalidade de utilizá-la para realizar ameaças.

Posteriormente, a relação dele com membros da organização foi identificada a partir da análise de aparelhos apreendidos na primeira fase da operação. Adicionalmente, no dispositivo celular de um dos investigado, as autoridades encontraram contatos anteriores e diretos do suspeito e de sua esposa. O magistrado fotografado havia proferido decisões judiciais, as quais atingiram integrantes do bando, abrangendo medidas de quebra de sigilo e bloqueio de patrimônio.

Confira, abaixo, um vídeo do caso, que foi obtido pelo TH+ Portal:

Divulgação/Polícia Civil

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