O médico Enrico Di Vaio, dono do verdadeiro CRM utilizado pelo empresário Wellington Augusto Mazini da Silva, para se passar por médico na cidade de Cananéia, no litoral paulista, morreu durante as investigações do caso. De acordo com informações obtidas pela equipe do TH+ Portal, até o momento, não se sabe a causa da morte do médico.
A morte Enrico, foi anunciada na última sexta-feira (20), ele faleceu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. O médico, se tornou o centro das investigações, após o empresário Wellington Augusto Mazini da Silva, utilizar o documento profissional se passando por ele.
Relembre o caso
A Polícia Civil da cidade de Cananéia, no Vale do Ribeira, está investigando o caso do falso médico que atendeu e realizou exames por um dia na Unidade Básica de Saúde da cidade. A investigação tem o intuito de também descobrir se o empresário Wellington Augusto Mazini Silva, preso por se passar por um médico, teria um “acordo prévio” com o verdadeiro médico da unidade.
O médico pelo qual ele se passava ainda será ouvido pela polícia. Até o momento, os pacientes atendidos naquele dia já prestaram depoimentos. A fraude foi descoberta após um dos pacientes estranhar o comportamento do médico ao ouvir ele dizer que no ultrassom viu um órgão que o paciente não tinha.
Informalmente, Wellington teria dito que ganharia R$ 2 mil pelo serviço. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva. A Defesa de Wellington afirmou que recorrerá da decisão.
De acordo com a Prefeitura de Cananéia, o médico responsável pelo serviço foi regularmente contratado pela empresa gestora do sistema municipal de saúde, com a apresentação de toda a documentação exigida para sua admissão, incluindo CRM válido. Mas, quem efetivamente compareceu à unidade para a prestação do serviço foi outra pessoa, que se fez passar pelo profissional contratado, utilizando documentos falsos apresentados tanto a servidores municipais quanto à autoridade policial.
Em nota, a Prefeitura de Cananéia esclareceu que o indivíduo atuou por apenas um dia, utilizando equipamentos próprios.
“Embora a ultrassonografia seja um exame de baixo risco, a ausência de habilitação legal configura grave violação ética e legal”, afirmou a administração municipal.
Também foi assegurado que nenhum paciente será prejudicado e que todos aqueles que foram submetidos a exames na data de 6 de janeiro serão reconvocados para a realização de novos exames no dia 13 de janeiro.



