O empresário Rodrigo Morgado é apontado pela Polícia Federal como um dos operadores financeiros do esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão. A megaoperação policial que aconteceu nesta quarta-feira (15), prendeu 39 pessoas, incluindo o dono de uma padaria famosa da região, além dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo.
Rodrigo Morgado possui uma empresa de contabilidade em Santos, está detido e segundo a polícia, seria o responsável por articular transferências bancárias e ajudar na “proteção patrimonial” do MC Ryan SP, apontado como líder do esquema.
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Além disso, com o acesso às mensagens da nuvem do empresário foram revelados que ele viabilizou repasses em nome de terceiros e prestado serviços de gerenciamento financeiro.
Morgado foi alvo da Operação NarcoBet em outubro de 2025 e também responderá pela Operação Narco Fluxo
Saiba mais sobre a operação
A “Operação Narco Fluxo”, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, tem o objetivo de desarticular associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores mediante criptoativos no Brasil e no exterior.
Mais de 200 policiais federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal.
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e outros nomes conhecidos foram alvos dos mandados de prisão, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, a ação decorre de desdobramentos de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais.
Também foi apontado pelos investigadores que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e para dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos.
A Polícia Federal também solicitou bloqueio e apreensão de bens com o intuito de interromper as atividades ilícitas e de preservar os ativos para eventual ressarcimento aos prejudicados. Entre os itens apreendidos estão veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que serão utilizados par aprofundar as investigações.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas.



