Estelionatário é preso em Peruíbe acusado de integrar quadrilha que aplicava o ‘golpe do INSS’

As investigações tiveram início após diversos boletins de ocorrência relatando que idosos estavam sendo enganados por suspeitos que se apresentavam falsamente como servidores do INSS

Carolina Ribeiro
Carolina Ribeiro
Jornalista com pós-graduação em Assessoria e Gestão da Comunicação e Jornalismo Esportivo. Apaixonada por comunicação, acredito que o jornalismo é uma ferramenta importante para informar com responsabilidade e aproximar pessoas. Casada, mãe de pet, santista e fã de filmes de animação, amo contar histórias.
Foto: Reprodução

Um homem foi preso em Peruíbe suspeito de integrar uma quadrilha especializado em golpes contra idosos. A prisão aconteceu na última terça-feira (2) por policiais civis do 2º Distrito Policial de Praia Grande que deflagraram a segunda fase de um operação contra fraudes na “prova de vida” do INSS.

 De acordo com as investigações, a quadrilha se passava por agentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para realizar supostas “provas de vida” e com os dados coletados, os suspeitos contratavam empréstimos consignados fraudulentos, causando prejuízos aos beneficiários.

Os agentes cumpriram os mandados de prisão e de busca e prenderam duas pessoas nesta segunda fase, sendo eles um homem em Peruíbe e uma mulher na zona leste de São Paulo. A ação contou com apoio de agentes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).

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As investigações apontaram que os os suspeitos sempre chegavam uniformizados, alegando necessidade de realizar “prova de vida” ou “atualização cadastral”, recolhiam documentos, fotografavam cartões bancários e induziam as vítimas a assinar papéis. Logo depois, empréstimos eram contratados de forma fraudulenta, gerando grandes prejuízos aos aposentados.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a dupla se dividia nas funções, um era responsável por tirar fotos, recolher documentos e manter vigilância externa, enquanto o líder do bando, que havia sido preso durante a primeira fase da operação, era quem fazia o contato com as vítimas, se passando por funcionário público.

Os criminosos foram identificados pelas vítimas como autores dos crimes e o caso foi registrado como organização criminosa e estelionato.

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