Uma estudante de 16 anos, da Escola Estadual Professora Aracy de Freitas, foi agredida por uma colega de classe, com chutes e puxões de cabelo no último dia 25 de março. A unidade fica localizado no centro da cidade de Mongaguá.
Segundo o relato da vítima, a outra adolescente, que é faixa preta de Karatê, chegou atrasada na aula, enquanto ela estava sentada na carteira conversando com amigos. Ela observou a colega de classe entrar e foi ameaçada.
“Ela disse que a próxima vez que eu olhasse em direção a ela seria um murro na minha cara”, afirmou a estudante.
A adolescente começou a fazer o trabalho solicitado por um professor e em seguida se dirigiu a mesa de outro colega para falar sobre a atividade e também sobre a ameaça recebida. O local onde o garoto estava era próximo da agressora que começou a gritar afirmando que a vítima teria pisado em seu pé.
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“Ela pegou meu cabelo e começou a me dar vários socos vários. Bateu minha cabeça na quina da mesa e me levantou pelo cabelo. Recebi um chute na barriga e vários socos”, conta a vítima.
Quando as agressões se tornaram piores, um professor e o inspetor da unidade separaram as jovens. Em seguida, acompanhada da mãe, a vítima registrou boletim de ocorrência sobre o caso na Delegacia da cidade. Ninguém da unidade escolar acompanhou a família.
Ainda de acordo com a vítima, os desentendimentos entre as duas já estavam ocorrendo há uma semana devido o volume de som de um aparelho celular. Após o episódio, as duas foram separadas de sala.
A jovem agredida ficou alguns dias sem ir para a escola, mas no retorno, segundo ela, funcionários da unidade teriam insunuado que a vítima teria ganhado “condições especiais”, como a possibilidade de sair mais cedo.
A estudante relatou ao TH+ portal que não se sente mais segura em voltar à unidade.
Procurada pela reportagem, a Unidade Regional de Ensino (URE) de São Vicente afirmou em nota que repudia “toda e qualquer forma de violência, dentro ou fora do ambiente escolar”.
A URE relatou que em relação ao caso, “a equipe escolar agiu de forma imediata para cessar a agressão, com intervenção do professor e do inspetor. A estudante agredida recebeu atendimento na unidade e os responsáveis legais de ambas as alunas foram acionados, comparecendo à escola no mesmo dia”.
A Polícia Militar foi chamada e acompanhou os responsáveis e as estudantes até a delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Ainda segundo a pasta, o “caso foi inserido no Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) que está prestando suporte à comunidade escolar, com o objetivo de intensificar as ações de promoção da cultura de paz entre os estudantes. Um profissional do Programa Psicólogos na Escola está disponível para atendimento da aluna, caso os responsáveis autorizem”.
A URE finalizou afirmou que a pasta e a escola permanecem à disposição para os devidos esclarecimentos, “reafirmando seu compromisso com a mediação responsável, a prevenção de conflitos e a garantia dos direitos dos estudantes”.



