O ex-prefeito de Cubatão, Ademário da Silva Oliveira, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por estupro contra uma servidora da cidade. O caso aconteceu em 2020 em um bar no qual a vítima comemorava o seu aniversário.
Na denúncia do MP-SP, enviada à 3ª Vara Judicial da cidade, ele “constrangeu, mediante violência, a vítima […] a permitir que ele praticasse com ela ato libidinoso diverso da conjunção carnal”.
Ainda de acordo com o Ministério Público a situação aconteceu em outubro de 2020 no Bar Barkana, quando Ademário ainda era prefeito da cidade. Segundo as investigações, ele também era um dos convidados da festa. A vítima teria ido ao banheiro e ao sair de uma das cabines encontrou o denunciado.
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Ele teria tentado aproveitar a situação e empurrou a vítima para dentro de uma das cabines, usando a sua força para levantar o vestido da mulher, acariciando seus seios, pernas e nádegas. Todos os atos contra a vontade da vítima.
A mulher teve que usar a sua força física para conseguir se desvencilhar de Ademário e sair do local.
Além do depoimento da vítima, a acusação também se apoia em um áudio entregue por ela às autoridades policiais e no contexto da época. Também foi solicitado perícia completa do celular apreendido do ex-prefeito, com o intuito de identificar eventuais provas digitais.
A investigação por estupro prosseguiu mesmo a apuração por assédio ter sido arquivada por falta de elementos materiais suficientes. A promotoria também pediu indenização por danos morais equivalente a 20 salários mínimos para a vítima.
Em nota, o escritório Octavio Rolim Advogados Associados, que representa Ademário, afirmou que as declarações seriam prestadas “com a devida cautela e reserva”. Segundo o escritório, “Em que pese a denúncia oferecida pelo Ministério Público, é fundamental destacar que, ao final das investigações conduzidas pela Polícia Civil […], não houve o indiciamento de nosso cliente”.
A defesa também afirmou que o julgamento do caso caberá à Justiça e que acreditam na inocência do denunciado.
“Desde já, afirmamos de forma categórica e inequívoca a inocência de Ademário”.



