Adadilton Candido da Silva, de 33 anos, foi preso nesta terça-feira (14), por suspeita de envolvimento no desaparecimento da jovem Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, no dia 2 de janeiro. O homem teria a função de “carrasco” do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria participado do tribunal do crime que tirou a vida da jovem com ligações ao Comando Vermelho (CV).
A prisão foi realizada por Policiais civis da 3ª Delegacia de Homicídios, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, que cumpriram novos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária na terça-feira (14). Adadilton foi localizado na Avenida Prefeito Raphael Vitiello, também em Guarujá. Em toda a ação, quatro celulares foram apreendidos.
O caso foi registrado como cumprimento de mandado de busca e apreensão e captura de procurado na 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC-Deinter-6.
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O homem pode responder por sequestro, homicídio qualificado, tortura e organização criminosa por ter ajudado ba condução da morte de Maria Eduarda
Relembre o caso
O desaparecimento da jovem Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, desaparecida desde o dia 2 de janeiro, teve desfecho no dia 19 de fevereiro com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisões temporárias contra quatro pessoas que estariam envolvidas no “tribunal do crime” que sequestrou e tirou a vida da vítima.
Policiais civis da 3ª Delegacia de Homicidios, com apoio do GOE, ambas unidades da DEIC Santos, capturaram três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, 21 anos, que foram presos temporariamente pelo envolvimento no desaparecimento da vítima na cidade de Guarujá.
Durante as investigações, foi levantado que a mulher desaparecida teria sido morta e as investigações buscam encontrar o corpo da jovem.
A mãe de Maria Eduarda, Claudieli Cordeiro, afirmou ao TH+ portal , que a jovem é de Paranaguá, cidade do interior do Paraná e teria se mudado para o Guarujá há quatro meses junto com o namorado. A irmã do namorado de Maria Eduarda possui uma casa na cidade, no bairro Morrinhos,e a jovem teria arranjado um trabalho na praia neste período.
Na virada do ano, Claudieli recebeu fotos da filha durante a virada e após isso não teve mais contato com a vítima. No dia 3 de janeiro, recebeu a notícia de que a filha havia sido sequestrada junto com o namorado sob acusações de integrarem uma facção criminosa. A mãe da vítima não recebeu pedidos de dinheiro ou qualquer tipo de ameaça.
Dois dias depois, o namorado da filha entrou em contato com ela afirmando que foi libertado pelos criminosos, mas Maria Eduarda teria continuado sob a mira deles.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a vítima foi arrebatada e morta por integrantes do crime organizado da região, com apoio de um motorista de aplicativo e de um casal, que se dirigiu até a casa dela a fim de retirar seus pertences para que fossem descartados, o que de fato dificultaria o desdobramento e elucidação do caso.
Os capturados seriam um integrante de uma facção criminosa envolvido na execução da vítima, um homem e uma mulher, que é o casal que auxiliou a dispensar os pertences da mulher assassinada, e o motorista de aplicativo que realizou o transporte de envolvidos ao Estado do Paraná, auxiliando assim na empreitada criminosa.



