Justiça nega habeas corpus de falso médico preso em Cananéia

Em março desse ano, o pedido de liberdade do suspeito também foi negado

A Justiça de Cananéia negou o habeas corpus para o empresário Wellington Mazini, falso médico que foi preso em janeiro na cidade de Cananéia. Em março desse ano, o pedido de liberdade do suspeito também foi negado.

Mazzini foi denunciado após atender centenas de pessoas e afirmar que ganharia R$ 2 mil pelo serviço usando os documentos de um profissional no qual é sócio. Foi aberta uma sindicância no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para apuração do caso.

Antes da descoberta dos casos de Cananéia, uma denúncia anterior havia sido feita em setembro de 2025 contra Wellington, que foi acusado de associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e material, além de apropriação indébita. Na ocasião, ele também se passava pelo médico em que é sócio para realizar procedimentos como ultrassonografias de próstata e vias urinárias, abdome total e exames do aparelho urinário e próstata.

A fraude foi descoberta após um dos pacientes estranhar o comportamento do médico ao ouvir ele dizer que no ultrassom viu um órgão que o paciente não tinha.

Informalmente, Wellington teria dito que ganharia R$ 2 mil pelo serviço. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

Na época da prisão, a Prefeitura de Cananéia, o médico responsável pelo serviço foi regularmente contratado pela empresa gestora do sistema municipal de saúde, com a apresentação de toda a documentação exigida para sua admissão, incluindo CRM válido. Mas, quem efetivamente compareceu à unidade para a prestação do serviço foi outra pessoa, que se fez passar pelo profissional contratado, utilizando documentos falsos apresentados tanto a servidores municipais quanto à autoridade policial.

Em nota, a Prefeitura de Cananéia esclareceu que o indivíduo atuou por apenas um dia, utilizando equipamentos próprios.

“Embora a ultrassonografia seja um exame de baixo risco, a ausência de habilitação legal configura grave violação ética e legal”, afirmou a administração municipal.

Também foi assegurado que nenhum paciente será prejudicado e que todos aqueles que foram submetidos a exames na data de 6 de janeiro foram reconvocados para a realização de novos exames no dia 13 de janeiro.

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