Hércules Adriano dos Santos, policial militar da reserva que foi preso após atirar dentro de casa e fugir em Mongaguá, teve o pedido de prisão domiciliar negado pela Justiça de Praia Grande. A defesa do rapaz aguarda a audiência de instrução do réu.
O homem foi baleado por Policiais Militares durante uma perseguição na tarde de 17 de fevereiro, na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na divisa entre Praia Grande e Mongaguá.
Os agentes foram acionados pela esposa do policial que afirmou que o companheiro efetuou tiros dentro de casa e estava descontrolado. Os policiais foram até a casa e viram o homem deixando o local e entrando em um veículo. A partir disso, os policiais passaram a acompanhá-lo e a abordagem ocorreu na rodovia.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, durante a intervenção, houve disparos por parte da equipe, diante de situação de risco. O indivíduo foi atingido e socorrido, permanece sob cuidados médicos. A arma utilizada foi apreendida.
Ainda de acordo com a SSP, um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apuração dos fatos. Na ocasião, a ocorrência deixou as faixas 1 e 2 do km 302+800 no sentido Oeste da rodovia interditadas com o tráfego desviado para a marginal no km 301+450.
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Na época dos fatos, ele foi internado sob escolta policial e teve que passar por uma cirurgia no fêmur. Além disso, também foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por posse irregular de arma de fogo, porte ilegal, disparo de arma de fogo, posse de arma com numeração suprimida e resistência.
A defesa de Hércules, o advogado João Carlos de Jesus Nogueira, solicitou à Justiça um pedido de revogação da prisão preventiva ou substituição por prisão domiciliar devido ao quadro de saúde de Hércules após a lesão no fêmur. O advogado reforçou que o réu não é acusado de crime hediondo e possui residência fixa, mas o juiz Fernando Cesar do Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, negou a solicitação.


