Laudo aponta que mulher que morreu vítima de feminicídio em São Vicente levou quatro facadas do ex-companheiro

Segundo informações, quando a vítima havia saído do trabalho, o criminoso já estava esperando por ela, atacando-a com facadas

Maria Clara Pasqualeto
Maria Clara Pasqualeto
Estudante de Jornalismo pela Universidade Santa Cecília (Unisanta) e poliglota, com experiência em assessoria de imprensa, redação e telejornalismo. Apaixonada por escrever, contar histórias, viagens e pela cultura japonesa
Reprodução

A mulher morta pelo ex-companheiro em São Vicente, teria levado quatro facadas segundo o laudo do IML. O caso ocorreu no dia 13 de julho (segunda-feira), no centro da cidade. Após o ataque, ela tentou pedir socorro e conseguiu chegar à Rua Frei Gaspar, aonde morava; porém, não resistiu.

As câmeras de monitoramento das proximidades mostraram o criminoso utilizando um casaco de capuz, bermuda e chinelos. Ele estava na área de acesso destinada aos funcionários de um shopping da região, conversando com um trabalhador do estabelecimento e, logo após, deixando o local. Em seguida, o ex-companheiro aguardou a saída da vítima do mesmo local, passando a segui-la pela Rua Jacob Emmerich, sem que ela percebesse sua presença.

Ao chegar na Rua Tibiriça, ambos começaram a discutir. Em sequência, o agressor desferiu quatro golpes de faca na vítima, sendo três na área do pescoço e outro no abdômen. Mesmo ensanguentada e gravemente ferida, ela continuou caminhando com dificuldade até chegar à Rua Frei Gaspar, em frente à seu edifício, e acabou sofrendo uma queda. Ao contrário de sua ex-mulher, o autor do crime fugiu no sentido oposto.

A Polícia Militar, que havia sido acionada pelos moradores locais, viram a vítima caída no chão, com sangramentos intensos nas regiões mencionadas. O Corpo de Bombeiros também foi solicitado para prestar atendimento; no entanto, a equipe do suporte avançado de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já havia constatado sua morte.

O homem foi preso em flagrante após ter confessado o crime. Segundo a polícia, os agentes foram informadas pelo porteiro do edifício que a filha da vítima, menor de idade, estava sozinha no apartamento enquanto aguardava o retorno da mãe. O Conselho Tutelar compareceu na residência e o pai da menor assumiu a responsabilidade pela criança.

O portal TH+ tentou contato com o Ministério Público, porém, ainda não obteve resposta.

(Matéria em atualização)

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