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Morte de Ruy Ferraz completa um mês: cinco suspeitos foram presos e dois seguem foragidos

Foto: Reprodução

A morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, 63, foi assassinado com aos menos 12 tiros de fuzil, na noite do dia 15 de setembro, na cidade de Praia Grande, na Baixada Santista. O ataque ocorreu na avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, na Vila Caiçara, por volta das 18h20.

Nos dois carros utilizados para o crime, um foi incendiado e outro foi encontrado pela Polícia e utilizado para identificar as impressões digitais de parte dos envolvidos.

Logo após a execução, que assustou os motoristas e motociclistas que passavam pela via, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) constatou a morte de Fontes no local e equipes da Rota foram deslocadas para o litoral durante a noite.

A execução foi premeditada por um grupo que utilizou duas casas na região, uma em Praia Grande e outra em Mongaguá para planejar o crime. Os dois imóveis foram pichados dias depois com frases pedindo “Justiça”.

O dono da casa de Praia Grande, Willian Silva Marques, foi preso, suspeito de envolvimento na morte de Ruy. 

A linha de investigação inclui suspeitas de vingança por parte do Primeiro Comando da Capital (PCC) e também sobre um processo de licitação da Prefeitura de Praia Grande. Além disso, o sistema de câmeras de monitoramento da cidade identificou que o ex-delegado estava sendo monitorado há quase um mês.

Cinco nomes ligados a Prefeitura da cidade foram alvos de busca e apreensão nas investigações do caso, entre eles, Sandro Pardini, subsecretário de Gestão e Tecnologia, que pediu exonegração do cargo.

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Confira abaixo os nomes dos cinco presos até o momento:

Willian Silva Marques: dono da casa em Praia Grande de onde teria saído um fuzil que pode ter sido usado no crime, preso na madrugada de 21 de setembro;

Dahesly Oliveira Pires: foi presa em 18 de setembro por suspeita de ser a mulher que foi buscar o fuzil na Baixada Santista;

Luiz Henrique Santos Batista: conhecido como Fofão, está envolvido, segundo a polícia, na logística da morte do ex-delegado. Ele teria dado carona para que um dos criminosos fugisse da cena do crime e foi preso em 19 de setembro.

Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar): Ele se entregou à polícia em 20 de setembro, em São Vicente (SP).

Felipe Avelino da Silva: conhecido no PCC como Mascherano, teve o DNA encontrado em um dos carros usados no crime; preso em Cotia em 6 de outubro.

Além dos cinco detidos, outras duas pessoas foram identificadas e estão foragidas:

Flávio Henrique Ferreira de Souza: também teve o DNA encontrado em um dos carros;

Luis Antonio Rodrigues de Miranda: é procurado por suspeita de ter ordenado que uma mulher fosse buscar um dos fuzis usados no crime.

Umberto Alberto Gomes: era procurado após a corporação encontrar digitais em uma casa que teria sido usada pelos criminosos em Mongaguá. Ele morreu em confronto com equipes da Polícia Civil do Paraná em 30 de setembro

Quem era Ruy Ferraz

Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, era delegado aposentado e atualmente trabalhava como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande. Delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo de 2019 a 2022, ele também atuou como diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital).

Fontes começou a carreira em 1988 e, ao longo dos anos, trabalhou em diversos setores da Polícia Civil. Também teve carreira acadêmica. Durante 11 anos, ele foi professor Assistente de Criminologia e Direito Processual Penal de uma universidade e professor de Investigação Policial pela Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

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