Mulher morre após realizar três procedimentos em uma única cirurgia em Iguape

Investigações serão realizadas para esclarecer se a morte foi uma fatalidade ou se está relacionada a alguma doença pré-existente, ou então uma eventual falha médica

Uma mulher de 39 anos, identificada como Juliana Silva Xavier, morreu após complicações em uma cirurgia plástica, na capital paulista. A vítima era moradora de Iguape, no Vale do Ribeira e segundo a família, a operação custou mais de R$ 37 mil, segundo a família.

Juliana havia dado à luz a um bebê há cinco meses quando entrou na sala de cirurgia no último dia 11 de maio para fazer procedimentos nos seios, glúteo e no abdômen. Poucas horas após a cirurgia, a vítima apresentou complicações, sofrendo uma parada cardíaca e sendo transferida para outro hospital. Após três dias depois, Juliana não resistiu. Segundo o hospital, a morte teria sido causada por uma “tromboembolia pulmonar devido a um agente biodinâmico”.

Um familiar da vítima afimou que Juliana descobriu a gravidez uma semana antes de marcar a cirurgia. O médico teria falado para a vítima que não haveria perigo fazer a cirurgia pós parto.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso citado foi registrado como morte suspeita e é investigado pelo 27° DP (Dr Ignácio Francisco), que instaurou inquérito policial e apura todas as circunstâncias do ocorrido.

De acordo com a Polícia Civil, o laudo necroscópico está em elaboração e será analisado assim que concluído. Investigações serão realizadas para esclarecer se a morte foi uma fatalidade ou se está relacionada a alguma doença pré-existente, ou então uma eventual falha médica.

Confira abaixo a nota na íntegra do advogado do médico responsável pela cirurgia:

“Lamentamos profundamente o falecimento da paciente e nos solidarizamos sinceramente com seus familiares e amigos neste momento de dor.

A paciente foi submetida a procedimento cirúrgico após realização de exames e avaliações pré-operatórias compatíveis com a intervenção proposta. A cirurgia transcorreu dentro da normalidade esperada. No período pós-operatório, porém, houve uma grave e inesperada intercorrência clínica, decorrente de alterações orgânicas apresentadas pela própria paciente, prontamente identificada pela equipe assistencial.

Desde os primeiros sinais de agravamento, toda a assistência necessária foi prestada, com posterior transferência para unidade hospitalar com suporte especializado e acompanhamento multidisciplinar. Apesar de todos os esforços médicos empregados pelas equipes envolvidas, infelizmente a paciente evoluiu a óbito.

Em respeito à família, à memória da paciente e ao sigilo médico, não serão divulgadas informações relacionadas ao prontuário, às condições clínicas ou aos detalhes do atendimento.

O caso segue sob apuração pelas autoridades competentes, incluindo análise pericial do Instituto Médico Legal (IML), cujos esclarecimentos técnicos são aguardados para a adequada compreensão dos fatos.

Reiteramos nosso profundo pesar pela perda irreparável e permanecemos à disposição das autoridades e da família para os esclarecimentos necessários”.



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