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Operação contra megatraficante no México matou outros 30 criminosos e 27 agentes, diz governo

O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (23) pelo governo mexicano

Foto: AP Photo/Alejandra Leyva

A operação que levou à captura e morte do chefe de um dos cartéis mais poderosos do México terminou com 27 agentes de segurança e 30 criminosos mortos, incluindo o braço direito do traficante. Uma mulher mexicana também morreu. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (23) pelo governo mexicano.

Em entrevista coletiva nesta segunda, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, rebateu a versão dada pelo governo de Donald Trump e negou que os Estados Unidos tenham participado da operação que matou Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”.

O grupo criminoso comandado por Oseguera se tornou nos últimos anos uma das principais organizações de tráfico do México, enfrentando rivais em vários estados enquanto transportava drogas sintéticas, incluindo cocaína, metanfetamina e, nos últimos anos, fentanil para os EUA.

Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia dito que os EUA forneceram apoio de inteligência, parabenizando o Exército mexicano “por sua cooperação e pela execução bem-sucedida”.

Sheinbaum negou o envolvimento direto. “Não há participação na operação por parte das forças dos Estados Unidos; o que há é muita troca de informações”, afirmou.

Ao mesmo tempo em que Sheinbaum falava com jornalistas, Trump foi à rede social para dizer que o México “precisa intensificar seus esforços contra os cartéis e as drogas”. O americano vinha pressionando o país vizinho a combater os cartéis com mais força, além de ter ameaçado atacar militarmente os grupos caso não ficasse satisfeito com os resultados.

Sheinbaum sempre usou o argumento da soberania do México para se defender das investidas de Trump. Em paralelo, seu governo ampliou a cooperação com agências de segurança dos EUA, inclusive em inteligência.

A operação contra o líder do cartel desencadeou uma onda de violência em todo o país. Homens armados bloquearam diversas vias no país com carros e caminhões incendiados. Em seu discurso, Sheinbaum adotou um tom de apaziguamento. Ela disse que o país amanheceu com todas as vias liberadas, após elas terem sido bloqueadas por veículos em chamas, e afirmou que a situação é de “paz e normalidade”.

No domingo (22), a capital de Jalisco, Guadalajara, ficou paralisada após um pedido do governo para que os moradores procurassem abrigo. O aeroporto passou a ser fortemente vigiado. Guadalajara é uma das cidades-sede da Copa do Mundo de futebol deste ano -o torneio também é sediado por EUA e Canadá.

Ao menos 10 dos 32 estados do país suspenderam as aulas presenciais nesta segunda. O Poder Judiciário também anunciou que os juízes podem manter os tribunais fechados se considerarem necessário. Além de Jalisco, as aulas foram interrompidas em outros nove estados: Nayarit, Michoacán, Querétaro, Guanajuato, Colima, Veracruz, Oaxaca, Baja California (onde fica Tijuana, na fronteira com os EUA) e Hidalgo.

O governo de Jalisco suspendeu o transporte público em algumas áreas e alertou hotéis para instruírem seus hóspedes a permanecerem dentro dos estabelecimentos. Os bloqueios e incêndios de lojas também se estenderam ao balneário turístico de Puerto Vallarta. Viajantes perderam os voos de volta a seus países devido às dificuldades para chegar aos aeroportos -não havia táxi nem carros por aplicativo até o terminal da cidade.

O secretário da Defesa, Ricardo Trevilla, também deu mais detalhes sobre a ação. Segundo o militar, as informações que ajudaram as Forças Armadas a localizar “El Mencho” vieram de uma parceira romântica do criminoso. As Forças Armadas rastrearam a mulher até Tapalpa, no estado de Jalisco, onde o cartel foi fundado e está sediado. Os dois tinham um encontro marcado no local.

El Mencho foi localizado em 20 de fevereiro. Quando a operação foi desencadeada, a equipe de segurança do traficante abriu fogo em “um ataque muito violento”, segundo Trevilla. “El Mencho” conseguiu fugir, mas o Exército estabeleceu um cerco na área, e militares o perseguiram até encontrá-lo entre arbustos, com dois seguranças.

Os três estavam gravemente feridos. Os militares solicitaram transferência urgente para atendimento médico, mas o trio morreu durante o trajeto.

Ao menos 70 pessoas foram presas em diversas regiões do país. Trevilla informou que mais 2.500 agentes foram mobilizados nesta segunda para a região de Jalisco, para onde 7.000 militares já haviam sido enviados.

O secretário também disse que houve troca de dados e informações com os EUA, mas destacou que a identificação da companheira de “El Mencho” e de seu círculo próximo foi trabalho da inteligência militar mexicana.

Redação / Folhapress

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