Nesta quarta-feira, a Corregedoria da Polícia Militar deflagrou uma operação para apurar o envolvimento de policiais militares na prestação de serviços de segurança privada a uma empresa de ônibus suspeita de envolvimento com uma facção criminosa na capital paulista. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e outros três de prisão contra os investigados.
De acordo com informações, policiais que fazem parte da assessoria militar da Câmara de Vereadores de São Paulo foram presos.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo afirmou em nota que as informações surgiram a partir dos desdobramentos da Operação Fim da Linha, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Militar, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Receita Federal.
“A operação decorre de investigação instaurada após o compartilhamento de provas reunidas em um processo que apura crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores, em trâmite na 2ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa da Capital. As apurações indicam que policiais militares teriam atuado na segurança pessoal e patrimonial do dono da empresa investigada entre os anos de 2020 e 2024, atividade que é contra o regulamento da corporação”, afirma a SSP.
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Além disso, de acordo com a pasta, a investigação revelou a existência de duas empresas de ônibus responsáveis por lavar recursos ilícitos de uma facção criminosa envolvida em crimes como tráfico de drogas, roubos e outros.
“Essas duas concessionárias do transporte público eram responsáveis pelo deslocamento diário de milhões de passageiros na capital paulista e, até então, as atividades irregulares passavam despercebidas”, explica a secretaria.
Todo o material apontou a participação direta de policiais militares na gerência e na execução da segurança das empresas.



