Um homem de 21 anos está sendo investigado pela Polícia por escondeu o celular dentro de um banheiro em um prédio comercial para registrar mulheres. O caso foi descoberto após uma mulher encontrar o aparelho em um espaço de uma sala comercial do Edifício Praiamar Corporate, no bairro Aparecida, em Santos.
Policiais do 3º Distrito Policial de Santos receberam a denúncia do caso e a Polícia Civil cumpriu, na manhã de terça-feira (14), mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados à investigação de registro não autorizado da intimidade sexual, crime previsto no artigo 216-B do Código Penal.
De acordo com o boletim de ocorrência, os mandados ocorreram na sala em que foram encontrados os aparelhos e na casa do investigado, no bairro Encruzilhada.
Durante as diligências, os policiais localizaram Guilherme Matias Ferreira, que foi informado sobre as determinações judiciais e permitiu o acesso aos imóveis. No local, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e outros objetos considerados de interesse para a investigação. Todo o material foi encaminhado ao 3º Distrito Policial, onde passará por perícia técnica.
Segundo a Polícia Civil, após o cumprimento dos mandados, o investigado compareceu espontaneamente à delegacia, acompanhando a apresentação dos itens apreendidos. Ele foi informado sobre seus direitos constitucionais, incluindo o direito ao silêncio e à assistência de advogado, e optou por prestar depoimento.
Em suas declarações, afirmou ser o proprietário de um telefone celular encontrado anteriormente no banheiro feminino adaptado para pessoas com deficiência (PCD), mas afirmou não se lembrar de como o aparelho foi deixado no local, alegando que realiza tratamento psiquiátrico e psicológico e faz uso de medicamentos que, segundo ele, podem provocar lapsos de memória.
Ainda conforme o registro policial, imagens do sistema de monitoramento do edifício foram apresentadas ao investigado. Ele confirmou ser a pessoa registrada nas gravações entrando no banheiro onde ocorreram os fatos investigados. Apesar disso, declarou que acreditava se tratar de um banheiro PCD de uso comum e afirmou desconhecer que o espaço era de uso exclusivo feminino.
Guilherme informou estar em acompanhamento psicológico e psiquiátrico em razão de um comportamento voyeurístico, que atribuiu ao consumo excessivo de pornografia ao longo de vários anos. Ele afirmou que busca controlar esses impulsos por meio de tratamento especializado e uso de medicamentos.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado forneceu voluntariamente a senha de desbloqueio do celular apreendido, autorizando o acesso ao conteúdo armazenado no aparelho para extração de dados e realização das perícias necessárias.
A investigação prossegue, e o material apreendido será analisado para apurar a eventual prática do crime de registro não autorizado da intimidade sexual. Até o momento, não há informação sobre eventual indiciamento ou denúncia formal, e o caso segue sob apuração.
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