Porto de Santos prepara equipes para ações de combate contra o ebola após alerta da OMS

O trabalho é conduzido em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Carolina Ribeiro
Carolina Ribeiro
Jornalista com pós-graduação em Assessoria e Gestão da Comunicação e Jornalismo Esportivo. Apaixonada por comunicação, acredito que o jornalismo é uma ferramenta importante para informar com responsabilidade e aproximar pessoas. Casada, mãe de pet, santista e fã de filmes de animação, amo contar histórias.
Foto: Reprodução

A Autoridade Portuária de Santos (APS), empresa federal responsável pela infraestrutura pública do Porto de Santos, está realizando ações de preparação para uma eventual ocorrência de Ebola em embarcações vindas do exterior. A doença foi declarada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O trabalho é conduzido em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre as iniciativas estão o treinamento para os profissionais que atuam no ambiente portuário e o fortalecimento da integração entre as instituições responsáveis pela resposta a emergências em saúde pública.

Segundo a APS, o protocolo já foi apresentado às equipes técnicas de outros municípios da Baixada Santista, ampliando assim o alinhamento regional para a resposta a eventuais ocorrências.

No final de junho, profissionais da Praticagem participaram de treinamento sobre o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI) Universal Mínimo, voltado a situações em que o Prático precise embarcar em navios com suspeita de DVE. A atividade combinou demonstração prática e atualização técnica sobre a doença, abordando epidemiologia, formas de transmissão, sinais clínicos e medidas de prevenção.

De acordo com a APS, no início de julho, foi a vez das equipes das clínicas médicas que atuam na área portuária participarem e revisarem os aspectos gerais da doença e també conferir a demonstração de colocação e retirada dos EPIs. Na ocasião, os participantes conheceram o Anexo IV do Plano de Contingência do Porto de Santos para Eventos de Saúde Pública, que estabelece o Procedimento de Resposta para a DVE, contendo diretrizes para dois cenários: atendimento de caso suspeito a bordo e resposta a óbito suspeito durante a viagem.

Novos treinamentos estão agendados e envolverão outros segmentos da comunidade portuária.

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