Mulheres maquinistas ganham espaço na Baixada Santista

Mulheres maquinistas na Baixada Santista ganham destaque ao conduzir trens e ampliar a presença feminina em um setor tradicionalmente masculino

A reportagem mostra a história de Stefani Queiroz, de 26 anos, moradora de Cubatão, na Baixada Santista, que atua há dois anos como maquinista de trem. A profissão faz parte da história da família: pai, tio e avô também foram maquinistas, e um primo seguiu o mesmo caminho. Ela conta sobre a rotina no comando dos trens e destaca o orgulho de seguir uma tradição familiar em uma área historicamente dominada por homens.

Em alguns momentos da operação, Stefani divide o comando com a colega Mércia Rego da Silva, de 30 anos, moradora de Praia Grande. Além de maquinista, Mércia também concilia a rotina intensa de trabalho — que inclui conduzir trens na serra — com a maternidade. As duas fazem parte de um grupo de mulheres que conquistaram espaço na ferrovia após participarem de um programa de capacitação da empresa.

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Segundo a supervisora de operação ferroviária Stephany Coelho, o curso de formação começou em 2022 e durou cerca de um ano e meio. Atualmente, a empresa conta com cerca de 100 maquinistas no país, sendo 29 mulheres na operação na Baixada Santista, das quais 15 exercem diretamente a função de maquinista. A companhia também destaca que busca ampliar a presença feminina no setor e reforça que mulheres podem ocupar qualquer espaço profissional, tema lembrado especialmente no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.

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