A cidade que troca o trânsito por música durante 24 horas

Com shows gratuitos atravessando a madrugada, a Virada Cultural 2026 transforma o centro de São Paulo em um dos maiores pontos de encontro do país

A cidade que troca o trânsito por música durante 24 horas
Foto: Divulgação

Existe um momento da Virada Cultural em que São Paulo parece desacelerar de um jeito raro. Não porque a cidade fica silenciosa (muito pelo contrário). O que muda é o ritmo. As buzinas dão lugar aos graves, multidões começam a atravessar o centro a pé e a madrugada passa a funcionar em torno da música.

Na edição de 2026, marcada para os dias 23 e 24 de maio, a Virada volta visando justamente essa experiência de ocupação urbana. Com a premissa de ser “O Festival dos Festivais”, o evento reúne mais de 1,2 mil atrações gratuitas espalhadas por 21 palcos e dezenas de equipamentos culturais, em uma programação que atravessa 24 horas. A expectativa da Prefeitura de São Paulo é receber cerca de 4,8 milhões de pessoas ao longo do fim de semana.

A sensação que passa a Virada continua sendo a de uma cidade temporariamente transformada em circuito cultural aberto. Em pouco tempo, o público consegue atravessar shows de pagode, afrobeat, pop, samba, rock alternativo, brega e música eletrônica sem que a troca de cenário pareça estranha. Pelo contrário: é esse excesso de possibilidades que faz a Virada parecer tão particular dentro do calendário.

O centro muda de frequência

Grande parte dessa atmosfera passa novamente pelo centro da cidade. O Vale do Anhangabaú, principal palco da edição, concentra alguns dos encontros mais aguardados da programação e deve reunir multidões ao longo de toda a madrugada.

No sábado (23), o espaço recebe apresentações do maestro João Carlos Martins, da escola de samba Mocidade Alegre e de Péricles antes da chegada de Luísa Sonza, marcada para às 22h. Já depois da meia-noite, a dinâmica da cidade muda outra vez com a entrada de Manu Chao, uma das atrações internacionais mais comentadas da edição, programada para 0h30 de domingo (24).

Ao longo da manhã e da tarde, o Anhangabaú ainda passa por diferentes climas musicais com shows de Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, Marina Sena, Seu Jorge e Alexandre Pires. Em vez de seguir uma identidade única, o palco principal parece assumir justamente a proposta: reunir públicos completamente diferentes dentro do mesmo fluxo.

A poucos minutos dali, outros polos ajudam a manter a cidade acordada. No Largo do Arouche, artistas como Catto, Ebony, Urias, Tulipa Ruiz, AJULLIACOSTA e Céu desenham uma programação mais ligada à música alternativa e à nova cena brasileira. Já a Avenida São João mergulha no brega, no tecnomelody e na música popular com Sidney Magal, Odair José, Gaby Amarantos, Johnny Hooker, Otto e Joelma, responsável por um dos encerramentos mais aguardados da Virada.

Uma cidade aberta durante a madrugada

Embora os shows concentrem boa parte das atenções, a Virada Cultural 2026 amplia sua programação para fora dos palcos. Centros culturais, museus, cinemas e instituições parceiras terão atividades especiais durante toda a madrugada, colocando em prática a ideia de uma cidade funcionando em horário expandido.

Entre os espaços participantes estão MASP (Museu de Arte de São Paulo), Pinacoteca, Museu da Língua Portuguesa, Instituto Moreira Salles e Centro Cultural Coreano, além de unidades do Sesc espalhadas pela capital.

Em uma época em que grandes festivais se tornaram experiências cada vez mais caras e concentradas, a Virada continua operando em outra lógica: transformar ruas, praças e equipamentos públicos em ponto de encontro coletivo. Talvez seja justamente por isso que, depois de mais de duas décadas, o evento ainda consiga provocar a sensação de que São Paulo, por uma noite inteira, troca o trânsito por música.

Para mais informações, visite o site: https://viradasp.prefeitura.sp.gov.br/

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