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BNDES aprova R$ 251,75 mi para melhorias no abastecimento de água em Campinas

Com o financiamento, a Sanasa vai implantar 201,84 quilômetros de novas tubulações e refazer 17.701 ligações de água, beneficiando cerca de 140 mil habitantes

Marcela Gomes
Marcela Gomes
Chefe de redação na Thathi Record Campinas e editora-chefe do Balanço Geral. Apaixonada por jornalismo, com especialização em Mídia e Tecnologia e pós graduação em Semiótica. Mãe do Nietzsche (o cão, não o filósofo) e do Luck, meu "Felix Felicis".
BNDES aprova R$ 251,75 mi para melhorias no abastecimento de água em Campinas
Foto: Manoel de Brito/Sanasa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 251,75 milhões para apoiar o plano de investimentos da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa) para otimizar e melhorar o abastecimento de água de Campinas.

Com R$ 114 milhões do Programa Eco Invest, além de outros R$ 137,75 milhões de recursos das linhas tradicionais do BNDES, a Sanasa vai setorizar e substituir redes de abastecimento de água, além de refazer ligações prediais. As obras integram o Programa de Controle e Redução de Perdas da Sanasa, cujo objetivo é reduzir as perdas físicas no sistema de abastecimento de água, contribuindo para a otimização da rede e a mitigação do desperdício de água tratada.

Para isso, a empresa vai modernizar a infraestrutura existente, substituindo as redes antigas de cimento por redes de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), mais seguras e duráveis. Serão implantados 201,84 quilômetros de novas tubulações e refeitas 17.701 ligações de água, além da execução de obras complementares, beneficiando cerca de 140 mil habitantes. O projeto tem previsão para ser concluído em 2028.

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“O sistema de distribuição de água de Campinas foi implantado nos anos de 1960, com redes em ferro fundido ou cimento. Com o financiamento, o BNDES contribuirá com a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população, prioridade do governo do presidente Lula, além de aprimorar a gestão hídrica, reduzindo perdas e garantindo o abastecimento”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Foto: Manoel de Brito/Sanasa

Também estão previstas obras complementares, como a instalação de válvulas e hidrantes, que possibilitam o controle da rede e o seccionamento para manutenções, contribuindo para a eficiência e segurança do sistema.

“Esse empréstimo do BNDES é mais um passo firme no nosso compromisso com o futuro de Campinas. Estamos investindo para reduzir perdas, garantir a segurança hídrica e sustentabilidade. Hoje temos um dos menores índices de desperdício do país, com 16,62%, enquanto a média nacional passa de 37%. Isso é resultado de planejamento, trabalho sério e respeito à população”, destaca o prefeito de Campinas, Dário Saadi.

“É importante salientar que é a primeira vez que a Sanasa fecha uma operação com o BNDES. Serão mais de R$ 250 milhões em empréstimo, que permitirão à empresa ampliar os investimentos no saneamento de Campinas, garantindo a excelência dos serviços que conduziram a Sanasa ao primeiro lugar no ranking nacional do saneamento”, diz o presidente da Sanasa, Manuelito Magalhães Júnior.

O projeto contempla a setorização de 15 bairros de Campinas: Jardim Rossin, Jardim Roseira, Botafogo Bloco 1, Cambuí, Nova Campinas, Região do Bosque/Proença – Bloco 2, Vila Costa e Silva, Região do Centro, Região da Ponte Preta – Blocos 1 e 2, Jardim Santa Cândida, Vila Santa Odila, Jardim Cantúsio, Santa Mônica e São Marcos.

Combate às perdas

De janeiro de 2021 até dezembro de 2025, a Sanasa atingiu a marca de 474,88 quilômetros de redes de água antigas substituídas por novas, em polietileno de alta densidade, material mais resistente e com vida útil muito maior, cerca de 50 anos. O índice de perdas neste período caiu de 20,17% para 16,62%.

A substituição integra o Programa de Redução de Perdas e o Plano Campinas 2030, para garantir o abastecimento de água de forma segura e sustentável para Campinas e seu crescimento socioeconômico nos próximos anos.

A atual gestão trocou mais redes de água em quatro anos do que em 27 anos de programa de redução de perdas, iniciado em 1994 e até 2020, quando foram substituídos 450 km.

Foto: Adriano Rosa/Sanasa

A substituição de redes antigas por tubulações mais resistentes resulta na diminuição da quantidade de vazamentos provocados por rompimentos e, consequentemente, na redução de interrupções no fornecimento para execução de reparos emergenciais.

A redução nas perdas reflete em menor retirada de água dos rios, promovendo a vitalidade das bacias. Entre 2021 e 2024, Campinas deixou de retirar 3 bilhões de litros de água dos rios que abastecem sua população. Esse volume é suficiente para atender uma cidade com 50 mil habitantes.

As novas redes são instaladas com a tecnologia MND (Método Não Destrutivo). No passado, para as redes serem trocadas, era necessário abrir uma vala em toda a extensão da rua, causando inúmeros transtornos para os moradores e ao trânsito. Com o MND, bastam dois pequenos recortes no início e fim da quadra para que o equipamento (semelhante aos tatuzões que abrem túneis de metrô, mas em escala muito menor) faça a troca, diminuindo o impacto da obra. Enquanto o serviço é realizado, as casas são abastecidas por redes provisórias aéreas, que são desativadas ao término da obra.

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