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Cia Samba da Vida encena espetáculo sobre folclore e cultura popular em Campinas

Apresentação, que integra a programação da Campanha de Popularização do Teatro 2026, acontece no domingo (25/1), às 19h, no Teatro Municipal Castro Mendes. Ingressos à venda por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Foto: Divulgação | Matheus Oliveira

Qual a importância do reconhecimento de mitos, lendas e seres misteriosos de outras dimensões? Muito além do seu tom sobrenatural, a prática tem a ver com memória, resistência, sustentabilidade e pertencimento.

Aliás, é justamente esse o mote do espetáculo Memórias de um Povo Estrangeiro, da Cia Samba da Vida, de Vinhedo (SP), em cartaz domingo (25/1), às 19h, no Teatro Municipal José de Castro Mendes, em Campinas (SP). Com ingressos à venda por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) pela Bilheteria Digital do Teatro, a apresentação integra a programação da Campanha de Popularização do Teatro 2026.

Link dos ingressos Sympla

Sob a direção de Renan Mozzer, membro do NEx.Arte, a cena será ocupada pelos atores Aline Damasio, Felipe Schluepmann, Gustavo Reis, Juliana Blanc, Lara Crivellari, Mariana Arimatea, Rita de Cássia e Wellerson Barbosa. No palco, o elenco traz uma reflexão poética e visual sobre o folclore e a cultura popular brasileira, narrada a partir de um povo que atravessa fronteiras e terras distantes em busca de pertencimento.

“Durante todo o processo, investigamos nossa relação com a cidade e com este território. Levar isso para o palco é de extrema importância para ressaltar nossas origens e mostrar que estamos vivos, aqui, neste local, com uma cultura que precisa e merece ser exaltada”, destaca Renan.

“Falar sobre folclore em uma peça de teatro é fundamental, porque essa abordagem conecta o público às suas raízes, valores e tradições. São histórias que ouvimos nas ruas, em conversas com as pessoas e na interação com a cidade. É um retrato do nosso tempo”.

Ao conduzir a plateia por uma jornada sensível, sempre pautada pelo lúdico e pelo deslumbramento de cores, sonoridades e texturas do imaginário popular, a montagem reconstrói de forma vívida lendas e mitos do Brasil, entre eles os folclóricos Curupira, Matinta Pereira (a Bruxa) e até mesmo abre espaço para seres mais recentes, como a Onça que se transforma em mulher.

“Ainda contaremos com personagens que remetem às festas populares, como o Amo do Boi, que nos conecta ao Festival Folclórico de Parintins. Todos esses mitos estão presentes como personagens ao longo da nossa história, mas também trazemos contos narrados oralmente, como é o caso do Homem do Poço, uma lenda muito conhecida em Vinhedo, tradicional da região”, completa o diretor.

Sobre a criação coletiva do espetáculo, a atriz Aline Damasio reflete: “O projeto nos mergulhou em um trabalho intenso que explorou aspectos essenciais, como a voz, o corpo, a criação conjunta e até a teoria teatral. Tentei absorver o máximo de cada etapa e, sinceramente, é difícil dizer exatamente o que mais amei, porque tudo foi incrível. A entrega e o profissionalismo dos professores foram inspiradores, e a dedicação dos meus colegas foi contagiante”.

Ao fim da montagem, qual mensagem o espetáculo gostaria de deixar no coração da plateia? Renan responde: “Falamos muito sobre essa conexão com a terra, com o nosso território, e sobre como podemos e devemos cuidar dele. Abordamos os desmatamentos, as ações de concretar áreas florestais e como isso interfere na vida daqueles que estão ao redor, sejam humanos ou animais. Falamos também sobre mitos e lendas que nos conectam a lugares pessoais e nos fazem relembrar de outros tempos que vivemos. São memórias que possibilitam a nossa existência”.

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