A incorporação do Hospital e Maternidade de Campinas pela Sociedade Campineira de Educação e Instrução (SCEI), mantenedora da PUC-Campinas, foi oficializada nesta sexta-feira, 17 de julho, durante cerimônia na unidade. O processo começou há três anos, quando o prefeito Dário Saadi procurou o arcebispo metropolitano, Dom João Inácio Müller, e pediu que a instituição avaliasse assumir a unidade, à época em grave crise financeira.
Dário agradeceu à instituição pela responsabilidade assumida após o pedido. “Há três anos, a Maternidade de Campinas passava por uma situação extremamente complexa. Procurei pessoalmente Dom João Inácio Müller e pedi que a PUC avaliasse incorporar a unidade. A PUC assumiu esse compromisso e hoje o consolida oficialmente”, explicou o prefeito.
O arcebispo retribuiu o gesto de Dário. “Queremos nos manter de pé e fazer o possível para que o Hospital e Maternidade de Campinas possa se orgulhar da sua existência de 112 anos, e para que o prefeito tenha o coração sereno, tranquilo e feliz de ter nos procurado”, afirmou.
Dimensão da Maternidade de Campinas
O superintendente do hospital, Aguinaldo Pereira Catanoce, apresentou a dimensão da unidade para a cidade. Segundo ele, entre 30% e 40% dos campineiros nasceram na Maternidade. Do total de 697 partos realizados por mês em Campinas, 402 são na unidade.
Com a incorporação, a Maternidade passa a atuar também como hospital-escola. Para o reitor da PUC-Campinas, Victor de Barros Deantoni, a cidade ganha mais um espaço de formação de profissionais que integrarão a comunidade médica de Campinas.
Investimentos e nova fase
Historicamente voltado à atenção materno-infantil, o hospital ampliou o atendimento também ao público masculino e mantém especialidades como ginecologia, obstetrícia, urologia, oncologia, ortopedia, cirurgia geral e cirurgia plástica. O foco da nova fase está na sustentabilidade financeira de longo prazo e no fortalecimento do atendimento ao SUS e à saúde suplementar.
Leia também:





