Bernardo de Lima Mendes, de três anos, morreu após ser picado por um escorpião, em Conchal-SP. Ele estava brincando na área de casa quando o acidente aconteceu. A família relatou a demora do atendimento e a ausência do soro antiescorpiônico, utilizado em casos graves.
Leia também:
- Vigilante morre após ser atacado por cães de guarda de onde trabalhava
- Funcionário é morto dentro de bar em Monte Mor
- Homem que furtava e vendia tampas de caminhonete é preso
Segundo o pai da criança, o menino teve mais de 30 paradas cardiorrespiratórios. Um inquérito policial foi aberto para averiguar a demora registrada pela família.
Os primeiros atendimentos ao menino foram feitos no Hospital e Maternidade Madre Vannini, em Conchal. Diante da gravidade do quadro, Bernardo foi encaminhado para a Santa Casa de Araras. Ele deu entrada no hospital por volta das 0h18, já em parada cardiorrespiratória. Apesar da mobilização da equipe médica, o menino não resistiu e morreu na manhã desta quarta-feira (01).
Em nota, o Hospital e Maternide Madre Vannini se manifestou sobre o ocorrido:
A Associação Filhas de São Camilo, por meio do Hospital e Maternidade Madre Vannini, manifesta profundo pesar pelo óbito de criança atendida na unidade e transferida em caráter de urgência, na noite de 31 de março de 2026, para a Santa Casa de Araras – Hospital São Luiz, vítima de envenenamento por picada de escorpião. Expressamos nossas sinceras condolências à família e nos solidarizamos com este momento de dor, reafirmando que toda a equipe atuou com dedicação, empenho e respeito à vida.
O escorpionismo, causado pela picada de escorpião – especialmente da espécie Tityus serrulatus (escorpião amarelo) – é um grave problema de saúde pública no estado de São Paulo, com acentuado crescimento de casos, sobretudo no interior. Fatores como urbanização desordenada, acúmulo de entulho e presença de insetos favorecem sua proliferação, aumentando os riscos, principalmente entre crianças.
Durante o atendimento, foram adotadas todas as medidas clínicas compatíveis com a capacidade da unidade, incluindo acolhimento, avaliações médicas, acesso venoso, analgesia, bloqueio anestésico, corticoterapia, soroterapia e suporte vasopressor, diante da evolução do quadro. Com o agravamento, foi acionada a Central de Regulação do Estado (CROSS), responsável exclusiva pela definição do hospital de destino, sendo a transferência realizada pelo SAMU para a unidade indicada.
Esclarece-se que o Hospital e Maternidade Madre Vannini não dispõe de UTI pediátrica e nem integra a rede de pontos estratégicos para disponibilização de soro antiescorpiônico, cuja distribuição é definida pelo SUS e concentrada em unidades de referência. Tais condições configuram limitações estruturais do sistema público de saúde, não decorrentes de omissão institucional.
O hospital reafirma seu compromisso com a qualidade e transparência no atendimento, respeitando integralmente a confidencialidade das informações do paciente e de sua família, e coloca-se à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários.
Conchal, 01 de abril de 2026.
Associação Filhas de São Camilo
Hospital e Maternidade Madre Vannini
Conchal/SP







