Crime brutal tem autoria apontada após laudo de DNA, diz Polícia Civil

Laudo de DNA confirma presença de Marilza na casa do suspeito e reforça conclusão da Polícia Civil sobre um dos crimes mais brutais já registrados em Sumaré

Foto: reprodução | Arquivo Pessoal

Na última terça-feira (9), um dos crimes mais violentos registrados em Sumaré teve um avanço decisivo, segundo a Polícia Civil. O assassinato da costureira Marilza Machado de Oliveira, de 54 anos, passou a contar com uma prova considerada determinante para a investigação: o resultado do exame de DNA, que confirmou que o sangue encontrado na residência do principal suspeito é da vítima.

O delegado responsável pelo caso informou que, durante o cumprimento de um mandado de busca na casa do suspeito, foram coletados vestígios que, posteriormente, tiveram o DNA identificado como sendo de Marilza. Para os investigadores, o laudo pericial era a peça que faltava para consolidar a linha investigativa.

De acordo com a polícia, o material biológico foi localizado dentro do imóvel de Marcelo, 50 anos, apontado pelos investigadores como autor do feminicídio. O delegado destacou que informações técnicas fornecidas pelo perito reforçaram a dinâmica violenta do crime, classificado pela autoridade policial como “extremamente cruel”.

Relembre o caso

A investigação teve início após o desaparecimento de Marilza, em 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A família só percebeu o sumiço dias depois, quando notou que o companheiro da vítima não havia registrado boletim de ocorrência — fato que inicialmente levantou suspeitas.

Com o avanço das apurações, porém, o foco mudou, e a polícia passou a direcionar as diligências para outro suspeito. O delegado relatou que, no mesmo dia em que o corpo foi encontrado, Marcelo apareceu com o cabelo raspado, o que chamou a atenção dos investigadores.

O histórico criminal do suspeito também pesou na análise. Segundo a Polícia Civil, Marcelo já cumpriu cerca de 15 anos de prisão por crimes como sequestro, roubo e tráfico de drogas. Na noite em que Marilza desapareceu, ele estava no mesmo bar que ela. As últimas imagens da vítima com vida mostram a costureira conversando com amigos, tranquila, enquanto Marcelo aparece no mesmo ambiente.

O delegado afirmou ainda que o trajeto usual de Marilza passa próximo ao local onde seu corpo foi encontrado, no Ribeirão Quilombo.

A prisão de Marcelo ocorreu inicialmente em função de outro crime: em abril, durante um mandado de busca e apreensão, ele foi detido em flagrante por receptação, após os policiais encontrarem com ele a carteira de outra mulher, a qual teria sido furtada em uma igreja de Campinas.

Mesmo diante das evidências apresentadas durante o interrogatório, Marcelo negou envolvimento na morte de Marilza. Segundo o delegado, a oitiva foi realizada na presença do advogado do suspeito.

Para a Polícia Civil, as provas circunstanciais já apontavam Marcelo como principal suspeito, mas o laudo de DNA eliminou qualquer dúvida ao confirmar a presença de Marilza na residência dele. Populares que preferiram não se identificar relataram comportamentos considerados suspeitos, e os investigadores trabalham com a hipótese de motivação de caráter libidinoso.

Atualmente, Marcelo está preso no CDP de Campinas. Para os investigadores, o avanço do caso representa o encerramento de um mistério que perdurou por meses. A autoridade policial ressaltou que o suspeito estava em liberdade provisória à época dos fatos.

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