Delegado revela próximos passos da investigação sobre idosa operada por engano em Campinas

Inquérito vai ouvir profissionais, analisar prontuários e laudos para esclarecer se a cirurgia teve relação com a morte da paciente

Letícia Borges
Letícia Borges
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, cristã e apaixonada por comunicação. Amo desenhar, assistir filmes e, ultimamente, tudo que envolve o universo dos casamentos. Filha de pais incríveis, tenho minha irmã como melhor amiga e sou noiva de um homem que admiro muito @lee_tborges
Delegado revela próximos passos da investigação sobre idosa operada por engano em Campinas

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte da idosa que passou por uma cirurgia destinada a outra paciente no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas. A família de Jandira Dias Barozzi, de 76 anos, registrou um boletim de ocorrência nesta quinta-feira, 23 de julho, e agora a investigação busca identificar como ocorreu a sequência de falhas que levou ao procedimento realizado por engano.

Segundo o diretor do Deinter 2, delegado Oswaldo Diez, o objetivo é individualizar a responsabilidade de cada profissional que participou do atendimento.

De acordo com o delegado, serão analisadas as condutas de auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos para entender em que momento ocorreu a troca de pacientes.

A investigação também pretende esclarecer se a cirurgia realizada por engano teve relação com a morte da idosa. Para isso, a Polícia Civil irá analisar laudos médicos e contará com o auxílio do Conselho Regional de Medicina (CRM).

Segundo o delegado, esse é um dos principais pontos da investigação para verificar se houve eventual prática de homicídio culposo.

Jandira estava internada para tratar uma obstrução intestinal causada pela recidiva de um câncer de cólon quando foi levada, por engano, ao centro cirúrgico para realizar um procedimento destinado a outra paciente.

Conforme o prontuário médico, o erro só foi percebido após a cirurgia, durante a conferência da pulseira de identificação. A idosa morreu três dias depois do procedimento.

Segundo a Polícia Civil, o boletim de ocorrência foi registrado mais de um mês após o caso porque a família buscava entender o que havia acontecido e teve acesso ao prontuário médico antes de procurar a polícia.

Em nota, o Hospital Beneficência Portuguesa informou anteriormente que reconhece o erro, instaurou uma sindicância interna, comunicou os conselhos profissionais competentes, adotou medidas administrativas, incluindo o desligamento de profissionais envolvidos, e reforçou os protocolos de segurança.

A instituição também afirma que, segundo avaliação médica, a cirurgia realizada por engano não alterou o prognóstico da paciente.

Agora, o inquérito deverá reunir depoimentos, prontuários e laudos periciais para esclarecer se existe relação entre a cirurgia realizada por engano e a morte de Jandira.

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