Exame revela que ossada não é de Cristina às vésperas de julgamento do caso

A mulher desapareceu em outubro de 2024, e a investigação aponta que ela foi assassinada pela irmã e pelo cunhado. Exame de DNA descartou que a ossada encontrada fosse da vítima

Letícia Borges
Letícia Borges
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, cristã e apaixonada por comunicação. Amo desenhar, assistir filmes e, ultimamente, tudo que envolve o universo dos casamentos. Filha de pais incríveis, tenho minha irmã como melhor amiga e sou noiva de um homem que admiro muito @lee_tborges
Exame revela que ossada não é de Cristina às vésperas de julgamento do caso

O caso do desaparecimento de Cristina Leite de Oliveira ganhou uma reviravolta poucos dias antes do julgamento dos acusados. Exames de DNA confirmaram que a ossada encontrada durante as buscas não pertence à mulher, mas sim a um homem.

A informação foi comunicada à família na sexta-feira, 31 de julho, poucos dias após a Justiça marcar o júri popular de Tereza Leite Pereira e Jairo do Nascimento Santos, acusados pelo Ministério Público de tortura, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Mesmo sem a localização do corpo de Cristina, o julgamento está mantido e acontece nesta quarta-feira, 5 de agosto, no Fórum de Bragança Paulista.

Cristina desapareceu em outubro de 2024, depois de morar por cerca de três anos com a irmã e o cunhado, no bairro Green Park, em Bragança Paulista. Segundo a denúncia, ela foi vista pela última vez no dia 5 de outubro de 2024, e nunca mais apareceu.

Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança mostraram Jairo carregando sacos pretos até um veículo. Além disso, a perícia no celular de Tereza indicou deslocamentos para uma área rural entre Pedra Bela e Pinhalzinho na tarde do desaparecimento.

A irmã de Cristina, Luzia Leite de Oliveira Nilo, afirma que a confirmação de que a ossada não era da vítima trouxe ainda mais sofrimento para a família.

Cristina tinha deficiência intelectual e, segundo familiares, precisava de acompanhamento constante. Luzia também relembrou que a irmã apresentava hematomas e outros sinais de agressão antes de desaparecer.

Apesar da ausência do corpo, a Justiça entendeu que existem indícios suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. A decisão não representa condenação, cabendo aos jurados decidir se houve homicídio ou se Cristina apenas desapareceu.

Em nota, o Ministério Público de São Paulo informou que o júri será realizado normalmente. Segundo o órgão, caberá aos jurados analisar todas as provas apresentadas e decidir se houve o crime de homicídio.

O MP também explicou que as buscas pelos restos mortais da vítima continuam sem sucesso e destacou que todo cadáver ou ossada encontrados passam por coleta de perfil genético, que é inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos para possível identificação e confronto com dados de pessoas desaparecidas.

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