Exclusivo: Líder religioso é preso suspeito de abusar de mulheres

Exclusivo: Líder religioso é preso após ser suspeito de abusar de jovens

Um homem foi preso na tarde desta desta segunda-feira, 27, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão em um centro espírita, na cidade de Hortolândia. O suspeito foi encaminhado à Delegacia da Mulher, onde prestou depoimento. Na saída da delegacia, ele negou o crime e alegou ter sido vítima de um complô.

O líder espiritual é suspeito de aliciar jovens frequentadoras. Segundo a polícia, ele usava do domínio religioso para ter relação sexual com as vítimas.

Cinco mulheres prestaram depoimento na Delegacia da Mulher de Hortolândia. Quatro delas relataram abuso sexual, a quinta vítima que tem 27 anos, e conseguiu fugir antes do ato.

As denúncias surgiram após um evento no centro espírita em que as jovens se encontraram e conversaram sobre a atitude do líder.

Elas perceberam que o modo de agir era semelhante com todas, o homem escolhia o alvo e marcava uma reunião a sós com a vítima . Nessa reunião, ele falava que a jovem precisava de uma troca de energia que aconteceria por meio do ato sexual.

Nesse dia, a polícia militar foi chamada e os envolvidos foram encaminhados à delegacia mas o homem negou as acusações. As vítimas tem idade entre 16 e 21 anos, duas delas são irmãs.

Parte das jovens informou que antes do abuso sexual, o suspeito oferecia bebida alcoólica. Algumas disseram que depois de beber, mesmo conscientes, já não tinham mais poder de reação. A polícia investiga se ele também drogava a bebida.

No centro espírita, os policiais apreenderam três celulares, uma câmera fotográfica, uma réplica de arma de fogo e garrafas de uísque. Eles ainda devem analisar os aparelhos a fim de colher mais provas e até mesmo saber se o homem gravava os atos com as vítimas.

O suspeito foi preso temporariamente por estupro, estupro de vulnerável e Relação sexual mediante fraude. Segundo a policia, as jovens apontaram mais duas mulheres que teriam sido abusadas. Elas ainda devem ser chamadas para depor. Os abusos teriam acontecido entre 2023 e esse ano.

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