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Fim trágico: ex-namorado é preso e leva polícia até o corpo de jovem

Mistério chega ao fim; arquiteta de 29 anos estava desaparecida desde outubro

Foto: reprodução | arquivo pessoal

O mistério em torno do desaparecimento da arquiteta Fernanda Silveira Andrade, de 29 anos, chegou ao fim no último sábado (24). Após quatro meses de buscas a confirmação da morte veio com a prisão do ex-namorado da vítima, Eurranã dos Santos Barbosa, de 25 anos, na zona sul da capital paulista.

Fernanda estava desaparecida desde outubro do ano passado, quando retornou a São Paulo após passar férias com a família em Serra Negra, no interior do estado. Segundo a mãe, Neusa, a filha voltou feliz da viagem, mas dias depois parou de responder às mensagens, dando início a um período marcado por incertezas e sofrimento.

A verdade veio à tona após a prisão de Eurranã no bairro de Marsilac, região de mata fechada no extremo sul da capital. Durante a abordagem da Polícia Militar, ele estava armado com um revólver calibre .38 municiado. Encurralado, confessou o crime e levou os policiais até uma área de difícil acesso em Parelheiros, onde havia enterrado o corpo de Fernanda.

O caso foi registrado como feminicídio e ocultação de cadáver.

A confirmação da morte trouxe tristeza, mas não surpresa para a família. Dona Neusa sempre afirmou que temia pelo pior e dizia ter certeza de que o responsável pelo desaparecimento da filha era o ex-namorado.

Em março de 2025, Fernanda já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio atribuída ao mesmo homem. Ela sobreviveu após ser atacada com facadas, denunciou o agressor e conseguiu uma medida protetiva.

Mesmo assim, segundo a família, as ameaças continuaram, áudios e mensagens revelam um relacionamento marcado por controle, violência psicológica e medo. Não apenas Fernanda era alvo das intimidações: parentes também passaram a ser ameaçados, o ambiente de terror se estendeu por meses, até o crime fatal.

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Nossa equipe acompanhou a chegada do suspeito à delegacia, o comportamento frio e o tom de deboche registrados no momento da prisão aumentaram a revolta diante do caso que, para a família, poderia ter sido evitado. Entre a tentativa de homicídio e o assassinato, passaram-se cerca de sete meses, mais de duzentos dias de espera por uma proteção que não foi suficiente.

Amigos e parentes lembram da arquiteta como uma jovem dedicada, amorosa e cheia de planos interrompidos pela violência. O corpo da vítima aguarda os trâmites legais para liberação, e a expectativa é que o velório aconteça no interior paulista.

O suspeito segue preso à disposição da Justiça.

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