Moradora de Campinas denuncia ter sido vítima de assédio sexual três vezes em pontos de ônibus diferentes na cidade. A recepcionista Miriã Eduarda Leoncio contou que o primeiro caso aconteceu no ponto em frente à Prefeitura, no Centro.
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“Estava mexendo no celular e vi ele fazer uma movimentação estranha com uma sacolinha verde. Quando olhei, ele estava com a genital de fora e se masturbando. Automaticamente, fui até outras pessoas que estavam mais à frente e pedi ajuda. Quando olhei para trás, ele saiu correndo”, relatou.
Depois do ocorrido, Miriã passou a pegar ônibus na Orosimbo Maia. Dias depois, reencontrou o mesmo homem no novo ponto. “Ele não se aproximava, ficava distante, eu não conseguia enxergar o que ele estava fazendo, mas ficava ali parado”, disse.
Ela mudou de casa e agora pega ônibus na Moraes Salles. Mas o medo continua.
A ativista Rebeca Cristina de Souza afirmou que já recebeu cerca de 30 denúncias de assédio na região central de Campinas. “As mulheres mudam a rotina, deixam de pegar ônibus em certos horários, mas o agressor continua agindo”, afirmou.
As denúncias se enquadram nos crimes de importunação sexual (artigo 215-A) e abuso sexual (artigo 216-A), com penas que podem chegar a 15 anos de prisão, dependendo do caso.
A Guarda Municipal de Campinas informou, em nota, que já intensificou o patrulhamento na região central. A corporação orienta que, em situações de importunação sexual, a vítima acione imediatamente o telefone 153. O atendimento rápido permite que as equipes atuem de forma mais eficaz, tanto no acolhimento da vítima quanto na tentativa de localização do autor. A Guarda também destaca a importância do boletim de ocorrência para a formalização da denúncia.







