Mistério de 15 anos chega ao fim com condenação de assassino do “Rei do Morango”

Justiça é feita após 15 anos: Samara Costa Soares é condenada pela morte do produtor Élcio Spinassi, o “Rei do Morango”

Foto: reprodução

Nesta sexta-feira (12), depois de 15 anos de espera, a família de Élcio Spinassi, conhecido como “Rei do Morango”, finalmente teve respostas sobre a morte dele. Samara Costa Soares, viúva do produtor, foi condenada a 30 anos e seis meses de prisão.

A sentença foi divulgada nesta sexta-feira, após três dias de julgamento no Fórum de Jarinu. O crime aconteceu em março de 2010.

Segundo informações, o julgamento teve início em 09/12 e terminou na noite de quinta-feira, após intensa análise no Fórum de Jarinu. Ao todo, 29 testemunhas foram ouvidas.

O Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Samara, e a pena final ficou definida em:

  • 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado;
  • 6 meses de detenção, em regime inicial aberto;
  • Pagamento de 30 dias-multa, fixados em meio salário-mínimo cada.

Relembre o caso:

Em 2010, o maior produtor de morangos do Brasil foi assassinado na garagem da casa onde morava, em Jarinu, interior de São Paulo. Élcio Spinassi tinha 47 anos quando foi morto. A principal suspeita sempre foi sua esposa, Samara Costa Soares.

Spinassi construiu um verdadeiro império na produção de morangos. Trabalhador, humilde e querido pelos moradores de Jarinu, tornou-se referência nacional no cultivo da fruta.

Ele conheceu Samara quando ela tinha 25 anos e trabalhava em um escritório de contabilidade que atendia os negócios dele. Na época, Élcio era casado e tinha um filho. Após se apaixonarem, ele se separou para viver com Samara, com quem teve outro filho.

Samara era considerada a única testemunha do crime e logo entrou para a lista de suspeitos. A desconfiança aumentou quando, no primeiro depoimento à polícia, ela relatou que o criminoso teria disparado no marido do lado de fora do carro, informação que, para os investigadores, não se sustentava.

Segundo o delegado responsável, Samara era a única pessoa na casa no momento do assassinato. Ela também teria orientado a empregada doméstica a chegar mais tarde naquele dia e não chamou a polícia após o crime, acionando apenas a mãe, que é enfermeira.

Samara foi acusada de homicídio duplamente qualificado, fraude processual e denúncia caluniosa.

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