Mulher é presa por aplicar medicamentos para emagrecimento sem autorização

Polícia apreendeu canetas emagrecedoras, ampolas, seringas e outros produtos durante operação realizada com apoio da Vigilância Sanitária

Mulher é presa por aplicar medicamentos para emagrecimento sem autorização

Uma esteticista foi presa em flagrante durante uma operação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana que apura a comercialização, o armazenamento e a aplicação irregular de produtos destinados a fins terapêuticos e medicinais. A ação ocorreu em um estabelecimento localizado no Jardim Santana, com apoio da Vigilância Sanitária Municipal.

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Segundo a Polícia Civil, a investigação apontava que procedimentos envolvendo medicamentos e substâncias injetáveis estariam sendo realizados de forma irregular no local. A clínica possui autorização para atuar com procedimentos estéticos e massagens, mas não para aplicações injetáveis do tipo investigado.

No momento da abordagem, os policiais encontraram a esteticista prestes a aplicar uma dose de Mounjaro em uma cliente. A situação reforçou as suspeitas levantadas durante a investigação e motivou a continuidade das buscas dentro do estabelecimento.

Durante a operação, foram apreendidas seis canetas aplicadoras de Mounjaro, 89 ampolas de diferentes substâncias, 16 frascos, uma bolsa de soro fisiológico, além de agulhas, seringas, embalagens e materiais utilizados nos procedimentos. Também foram recolhidos cadernos, fichas de atendimento, anotações, um celular e um notebook que podem auxiliar no andamento das investigações.

De acordo com a polícia, os documentos encontrados indicam que os procedimentos eram realizados de forma frequente. Registros de clientes e anotações sobre atendimentos sugerem que a aplicação de medicamentos fazia parte da rotina da profissional investigada.

A Vigilância Sanitária constatou irregularidades administrativas no estabelecimento. Conforme o órgão, o local possuía produtos injetáveis e medicamentos manipulados incompatíveis com a atividade informada para funcionamento, que era voltada apenas a procedimentos estéticos sem caráter invasivo.

A mulher foi conduzida à sede da DIG e autuada em flagrante por crime contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Ela permaneceu à disposição da Justiça e aguarda audiência de custódia.

Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia. A Polícia Civil continua investigando o caso para apurar a origem dos produtos, a extensão dos procedimentos realizados e a possível existência de outras pessoas envolvidas.

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