A Polícia Civil de Piracicaba prendeu uma mulher de 39 anos por simular crimes graves, como sequestro, cárcere privado e violência sexual, para extorquir duas amigas que moram em Portugal. Ela pedia transferências bancárias e chegou a enviar fotos que simulavam um cativeiro para convencer as vítimas, arrecadando mais de R$ 3.500.
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As investigações começaram no dia 23 de janeiro, quando a Unidade de Polícia Judiciária Agrupada (UPJA) de Piracicaba recebeu uma ligação direta de Portugal. A denunciante, estrangeira, relatou que sua amiga brasileira estava sendo mantida em cárcere privado em Piracicaba, sofrendo tortura e violência sexual, e que um criminoso exigia dinheiro e fotos íntimas para libertá-la.
A polícia localizou rapidamente a suposta vítima, ao conversar com seus familiares em Votorantim, os agentes descobriram que ela mantinha contato normal e não corria perigo. Quando abordada, a mulher negou os crimes, mas deu versões contraditórias.
A análise das provas enviadas de Portugal foi decisiva. A investigada mandava fotos que simulavam cativeiro para sensibilizar as amigas. O dinheiro extorquido era depositado em contas bancárias de sua própria titularidade.
Durante uma busca na casa da mulher, a polícia apreendeu os celulares usados no crime e até um cobertor que aparecia nas fotos falsas do cativeiro. Confrontada com as evidências, ela confessou a autoria da extorsão.
A mulher foi presa em cumprimento a um mandado de prisão temporária e responderá pelo crime de extorsão, que pode levar de 4 a 10 anos de prisão, além de multa. A polícia reforça o alerta para crimes digitais que exploram a boa-fé e os vínculos afetivos das vítimas.








